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Amigos,seguidores e visitantes que entram todos os dias nesse blog,eu gostaria de convida-los e incentiva-los a colocar seus pedidos de oração nessa caixa de texto que está aí ao lado.Sabemos que a oração de um justo pode muito em seus efeitos porque a poderosa palavra de Deus nos afirma isso,e nós levamos a sério o nosso compromisso de orar por você,por sua família,por suas causas,temos uma equipe de intercessores que estarão fazendo isso todos os dias, se você ficar constrangido em colocar a causa aqui apenas coloque seu nome e peça oração e se Deus assim te direcionar nos mande pelo e-mail a causa especifica. Acredite Deus nos dará VITÓRIA.
Nosso e-mail: ass5dejulho@hotmail.com

Todos os dias você separa um tempo para o seu devocional?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

SEGUIDORES DE CRISTO


O contraste entre o discipulado e a religiosidade.

Enquanto Jesus percorria a terra de Israel, muitas pessoas o
acompanhavam, mas dois tipos se destacaram: os discípulos e os
religiosos, seguidores e perseguidores respectivamente. Eles estavam
sempre presentes, mas por motivos diferentes. Lendo os evangelhos,
principalmente os de Mateus e Lucas, percebe-se que os escribas,
fariseus e saduceus "seguiam as pisadas do Mestre". Eles são citados
desde a visita dos magos até a crucificação. Eles viram Jesus,
presenciaram milagres, ouviram seus ensinamentos, mas não foram
salvos. Tornaram-se o triste exemplo de pessoas que compareceram aos
momentos mais gloriosos da história, mas perderam a oportunidade de
se tornarem servos do Senhor. Foram testemunhas oculares, porém
inúteis. Acompanharam o Mestre na terra, mas não viverão com ele no
céu.
Notamos a presença ou referência a tais personagens em Mateus 2.4;
3.7; 5.20; 6.2,5,16; 7.29; 9.3; 9.11; 9.14; 9.34; 12.2; 12.10; 12.14;
12.24; 12.38; 15.1-14 ; 16.1-12; 16.21; 19.3-8; 21.15-17; 21.23-32;
21.45-46; 22.15-22; 22.23-36; 22.41-46; 23.1-35; 26.3-5; 26.14;
26.47; 26.57-59; 27.1-2; 27.62; 28.11-13.

OS GRUPOS

No primeiro século da era cristã, o judaísmo estava dividido em
seitas. Havia grupos religiosos e políticos. Alguns atuavam nos dois
setores ao mesmo tempo. As principais facções eram: fariseus
(At.15.5), saduceus (At.5.17), herodianos (Mt.22.16), zelotes
(At.1.13), sicários (At.21.38) e essênios (estes não são citados na
bíblia). Cada grupo se considerava melhor que o outro. Suas
diferenças básicas eram o nível de zelo no cumprimento da lei e a
postura favorável ou contrária ao governo romano. As atitudes
políticas iam desde a aceitação passiva até o nacionalismo
fundamentalista, fomentador de revoltas armadas.
Os escribas não constituíam um grupo religioso. "Escriba" era o
ofício daqueles que copiavam as Escrituras.
A seita dos fariseus era a mais popular, com o maior número de
adeptos. Os saduceus, por sua vez, eram a elite sacerdotal. Os
fariseus eram ortodoxos, rigorosos no cumprimento da lei e contrários
aos romanos. Os saduceus eram mais flexíveis na obediência a Moisés
e apoiavam o Império. O que mais lhes interessava era viver bem,
aproveitando o melhor de ambos os lados: o judaico e o romano.
Esses grupos eram opostos entre si, mas, para surpresa de todos,
demonstraram grande união quando o assunto era perseguir o Senhor
Jesus (Mt.22.15-16)
.

O PERFIL DOS PERSEGUIDORES

Seria normal que Jesus obtivesse aprovação de uns e reprovação de
outros, como acontece até hoje. Contudo, é impressionante que aqueles
que o reprovavam eram pessoas religiosas, crentes, conhecedoras e
praticantes da lei.
- SUA FÉ – Criam em Deus, mas não em Jesus. Dessa forma, não podiam
ser salvos. Ele mesmo disse: "Credes em Deus. Crede também em mim"
(João 14.1).
- SEU CONHECIMENTO - Aqueles religiosos conheciam muito bem as
Sagradas Escrituras. Isso é ótimo, mas sem o compromisso com Jesus,
o conhecimento se tornava inútil e até prejudicial, pois eles
distorciam a palavra de Deus para diversos fins. Eram profundos
conhecedores da letra. Alguns deles eram copistas do Antigo
Testamento, doutores da lei, mas ignoravam por completo a graça
divina.
- SUA PRÁTICA – Fariseus e saduceus eram praticantes de rituais,
costumes e tradições, mas não estavam dispostos a fazer o que Jesus
mandava. A liturgia, os usos e costumes, tornam-se vazios e sem
valor quando a pessoa não é um discípulo de Cristo. Ocorre então a
oração sem fé e sem resultado; a palavra sem vida e sem autoridade; a
oferta sem generosidade; o agradecimento sem gratidão. Tal é a
religiosidade desprovida de uma viva experiência com Deus, como disse
Jesus: "Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está
longe de mim" (Mc.7.6).

OS MOTIVOS DA OPOSIÇÃO A CRISTO

Logo que o Senhor Jesus começou o seu ministério, o povo observou que
o seu ensino era melhor que o dos escribas (Mt.7.29). Ele fazia
milagres, curava as pessoas, expulsava os demônios. Nenhum fariseu
ou saduceu era capaz de fazer isso. Eles se sentiram, então,
diminuídos e humilhados. O novo rabi representava, aos seus olhos,
uma ameaça. O prestígio dos líderes religiosos diante do povo
começava a ruir. Estaria surgindo uma nova seita para conquistar
seus rebanhos? O ciúme e a inveja nasceram e cresceram rapidamente.
Suas posições precisavam ser defendidas a todo custo, pensavam.

OS ATAQUES

Os fariseus e saduceus viviam atentos a qualquer movimento novo. Por
isso, compareceram ao batismo de João, quando receberam o título
de "raça de víboras" (Mt.3.7). Depois, passaram a seguir Jesus. Em
alguns momentos, faziam perguntas que poderiam até passar a idéia de
um sincero interesse pela verdade e pelos ensinamentos do Mestre
(Mt.12.10; Mc.12.28; Lc.10.25,29)
. Contudo, ele não se enganava com
eles, pois conhecia seus pensamentos (Mt.9.4; 12.25).

Houve também questionamentos irônicos e maldosos (Mt.9.11; Mt.15.1-2;
Mt.21.15-16; Mt.21.23; Mt.22.23-28; Mc.2.18,24; Mc.10.2; Mc.11.28;
Mc.12.18-19; Jo.9.40).

Eles tentavam desmoralizar Jesus diante do povo, procurando colocá-lo
em situação difícil, embaraçosa, ou até mesmo fazê-lo transgredir a
lei mosaica (João 8.3-5) ou romana (Mt.22.15-18)
. Não conseguiram
seu intento.

O ciúme e a inveja geraram a indignação (Mt.21.15) e o ódio (João
15.25). Dos questionamentos, passaram às acusações (Mt.9.3; 12.25) e
às blasfêmias (Mt.12.24). Por último, a conspiração (Mt.12.14; 26.4),
a prisão (Mt.26.57) e a morte do Messias (Mt.27.1-2).

Lendo Mateus, percebemos o aumento da tensão entre Jesus e os
religiosos. No princípio, o Mestre lhes dava pouca atenção. Do
capítulo 21 ao 23, ele passou a atingi-los diretamente com seus
discursos. Algumas parábolas foram dirigidas especificamente aos
fariseus e saduceus, denunciando a falsidade de sua religião
(Mt.21.23 a 22.15). Era chegado o ápice do confronto. A partir de
então, eles não mais o procuraram para fazer perguntas (22.46). O
ataque seguinte seria para matá-lo.

RELIGIOSO OU DISCÍPULO?

Quando Jesus veio, já encontrou a religião judaica em pleno
funcionamento. Logo, sua proposta deveria ir além da religiosidade
vigente, e assim foi. Jesus veio ensinar, não uma religião, mas um
modo de vida em sintonia com o Pai. O sermão da montanha mostra
exatamente esse contraste (Mt.5 a 7), cuja síntese pode ser observada
nas suas palavras aos discípulos em Mt.5.20:

"Se a vossa justiça não exceder à dos escribas e fariseus, de modo
algum entrareis no reino dos céus".

Em todo o sermão, observam-se dois tipos de comportamento, dois
níveis de justiça, dois padrões de vida representados,
principalmente, pela fórmula: "Ouviste o que foi dito aos antigos, eu
porém vos digo...". Os religiosos cumpriam muito do que foi dito
pela lei, e ainda acrescentavam inúmeros costumes e tradições
(Mt.15.1-6). Davam esmola (Mt.6.2) e ofertas (Mt.5.23), oravam
(Mt.6.5), jejuavam (Mt.6.16), etc, mas, ao mesmo tempo, tentavam
ajuntar tesouros na terra (Mt.6.19), servir a dois senhores (Mt.6.24)
e julgar o próximo (Mt.7.1). O religioso fariseu pode acabar se
tornando falso profeta (Mt.7.15), sendo também representado nas
palavras de Jesus como a árvore que dá mau fruto (Mt.7.17) e a casa
construída sobre a areia, cujo fim será a ruína (Mt.7.26).

Jesus veio ensinar o modo de vida do discípulo, que deve ser
caracterizado pelas bem-aventuranç
as (Mt.5) e um tratamento profundo
contra as raízes do pecado que se ocultam no olhar (Mt.5.28), no
sentimento (Mt.5.22), nas intenções (Mt.5.28) e nas palavras
(Mt.5.22). A vida que Cristo propõe é dirigida pelo Espírito, não se
tratando apenas de um conjunto de práticas aprendidas através da
letra.
O discípulo também dá esmolas e ofertas, jejua e faz orações, mas os
seus motivos são diferentes do religioso (Mt.6.2,5,16)
. Tudo que o
fariseu faz tem como alvo o público. Não que ele queira abençoar
alguém, mas apenas impressionar, de modo que sua imagem pessoal seja
promovida. É o culto horizontal, do homem para o homem (Mt.6.1,2,
5,16).

O verdadeiro discípulo tem a única intenção de agradar ao Pai
(Mt.6.1,4,6,
8,9,14,15,18). Por isso, muitas de suas ações serão
discretas ou até secretas (Mt.6.3,4,6,
18), esperando que só o Pai
veja e fique satisfeito.

A PERSEGUIÇÃO CONTINUA

Poderíamos imaginar que, com a morte de Jesus, fosse encerrado o
conflito com os religiosos, mas isso não aconteceu. O livro de Atos
mostra o ferrenho combate dos líderes religiosos contra a igreja
primitiva. Depois de matarem o Senhor Jesus, começaram a matar os
apóstolos. Sacerdotes e fariseus continuavam coligados nessa luta
interminável.

O Mestre já havia predito:
"Eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas
sinagogas... Se chamaram Belzebu o dono da casa, quanto mais aos seus
domésticos?" (Mt.10.17,25)
.
"Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós" (João 15.20).
"E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e
matarão alguns de vós" (Lc.21.16).
"Ainda mais, vem a hora em que qualquer que vos matar julgará prestar
um serviço a Deus" (João 16.2).

Não é de se estranhar, portanto, que até hoje os verdadeiros servos
de Jesus sejam combatidos por pessoas religiosas que afirmam crer e
servir ao mesmo Deus que nós.

E NÓS, QUEM SOMOS?

Além de tudo o que foi dito, o mais importante é que cada um examine
a si mesmo para ver se tem sido um discípulo ou religioso.
A falsa religiosidade é o lugar comum para onde todos correm o risco
de se dirigirem pela simples inércia, pelo descuido com a santidade e
pelo relaxamento na busca ao Senhor. Quando menos esperamos, já
estamos vivendo o mero cumprimento de obrigações e costumes, vivendo
um cristianismo mecânico, onde há movimento, mas não existe vida.
Alguns tornam-se até perseguidores dos irmãos. Precisamos tomar
cuidado para não criarmos concorrências e combates por motivos
doutrinários, comerciais ou políticos, como acontecia no ambiente
judaico do primeiro século.
Particularmente nós, estudantes e professores de teologia, precisamos
estar atentos a fim de não nos tornarmos os escribas da atualidade,
profissionais da fé, cheios do conhecimento, mas sem o compromisso do
discípulo que conhece o Mestre, aprende com ele e vive para ele.

O Sermão da Montanha continua sendo um excelente conjunto de
parâmetros para a auto-análise nesse sentido.

ESPERANÇA DE TRANSFORMAÇÃO

Jesus ama os religiosos, embora tenha sido duro com eles. A maioria
não se converteu, mas alguns sim (At.15.5), dentre os quais temos
dois exemplos muito positivos:

- Nicodemos era um fariseu, um mestre da lei, que foi procurar Jesus
secretamente (João 3.1; 7.50; 19.39). Cristo o recebeu de braços
abertos, como faz, ainda hoje, com todo aquele que deseja deixar de
ser um mero religioso para se tornar um verdadeiro servo do Senhor.

- Saulo de Tarso também era fariseu (At.23.6; Fp.3.5) e um dos
maiores perseguidores da igreja primitiva. Encontrou-se com Jesus
após a ressurreição no caminho de Damasco e ouviu sua voz que
dizia: "Saulo, Saulo, por quê me persegues"? (At.9.4). Naquele dia, o
perseguidor caiu por terra e converteu-se, tornando-se o grande
apóstolo Paulo.

O Senhor deseja que nos lancemos aos seus pés, deixando de ser
seguidores sem compromisso. Não podemos admitir um cristianismo
farisaico, sem vida, sem poder, sem santidade, consistindo apenas no
cumprimento de rituais e tradições humanas. Que o Senhor tenha
misericórdia de nós e nos ajude a sermos discípulos fiéis. Que, como
Paulo, sejamos usados com grande poder para a glória de Deus.


Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

AS DUAS CASAS

No tempo da bonança, todas as edificações parecem seguras.

Ao concluir o sermão do monte, Jesus disse à multidão: "Todo aquele,
pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelha-lo-
ei
ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e desceu a
chuva, e correram os rios, e assopraram ventos, e combateram aquela
casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compara-lo-
ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E
desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram
aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda". (Mateus 7.24-27).

O Mestre falou sobre dois homens, que representavam os dois tipos de
pessoas que estavam ali ouvindo a sua mensagem. Os dois eram muito
semelhantes entre si. Vejamos suas semelhanças:

Ambos conheceram o Senhor Jesus

O Mestre não estava se referindo àqueles que nunca ouviram falar a
respeito dele, mas às pessoas que o conheciam. Encontrar Jesus é uma
das experiências mais importantes na vida de qualquer ser humano.
Entretanto, isto não será suficiente para salvar o desobediente
contumaz.
Judas Iscariotes conheceu Jesus e andou com ele, mas não foi salvo.
As igrejas estão repletas de pessoas que conhecem o Senhor em um
nível básico, mas o plano de Deus para nós vai muito além dessa
experiência inicial.

Ambos ouviram a palavra de Deus.

Conhecer as Sagradas Escrituras é algo de suma importância. O
conhecimento teórico é necessário, mas não pode ser o fim da jornada.
Aqueles homens estavam bem informados sobre a vontade de Deus. Não
eram ignorantes. Não estavam vivendo sob a égide de uma heresia.
Conheciam a verdade. Muitos conhecem a bíblia, mas apenas como
história ou literatura religiosa. De nada adianta, por exemplo,
conhecer bem a fórmula do chocolate sem jamais experimentá-lo.

Aqueles homens eram trabalhadores

Eles possuíam muitas qualidades. Eram dignos de reconhecimento. Não
foram preguiçosos nem omissos. Tinham uma meta definida e tomaram
iniciativas no sentido de construírem suas casas. Não ficaram
inertes, esperando que outros o fizessem. Além disso, não pararam no
meio do empreendimento. Muitas pessoas ficam apenas no projeto.
Outras tantas começam, mas desistem. Aqueles homens foram até o fim,
concluindo o que haviam iniciado. Eram persistentes e determinados. É
importante observar que tudo correu bem durante a construção. Não
faltaram os recursos necessários: o terreno, o dinheiro, o material e
a força para o trabalho.

Aparente sucesso

Depois de prontas, as casas devem ter ficado bonitas. Aparentemente,
tudo tinha dado certo. Já se podia providenciar a mudança e a
inauguração da nova residência.

Nossas edificações

Todos nós estamos empenhados em algum projeto ou, quem sabe, em
muitos. Estamos construindo carreiras profissionais, nossas famílias,
nossas vidas. Estamos trabalhando para a realização dos nossos sonhos
e desejos. Podemos até estar envolvidos com a obra de Deus na igreja.

Quantas vezes conseguimos realizar tantas coisas. Alcançamos nossos
alvos e tudo parece bem. No tempo da bonança, todas as casas parecem
seguras. Até mesmo alguns ímpios, bem sucedidos na vida, do ponto de
vista material e social, parecem exemplos a serem seguidos. O
salmista Asafe chegou a sentir inveja dos incrédulos, ao ver sua
aparente prosperidade e firmeza (Salmo 73).

O dia da tempestade

Todas as nossas obras serão testadas. Não será um exame das
aparências, mas da essência. O teste veio apenas sobre a casa do
insensato? Não. As duas foram alvo da tempestade. As tribulações da
vida vêm sobre todos. Ninguém tem imunidade. Alguns imaginam que,
pelo fato de serem cristãos, não possam passar por necessidades
financeiras, não possam ficar doentes ou tristes. Não é verdade. As
dificuldades vêm sobre todos, inclusive sobre o sábio, pois é nessa
hora que sua sabedoria será útil e necessária.

"Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos
tentar, como se coisa estranha vos acontecesse" (IPd.4.12).

"Em tudo somos atribulados, mas não angustiados;
perplexos, mas não desanimados;
perseguidos, mas não desamparados;
abatidos, mas não destruídos".
(IICo.4.8-9)
.

"No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo".
(João 16.33).

É importante notar que, dessa vez, Deus não interferiu para acalmar a
tempestade. Ele pode fazer isso, mas não significa que fará sempre.
Algumas vezes, a tormenta continuará até o fim, sem interferência
divina, pois trata-se de um teste necessário e importante.
Não se espera que, durante a prova de uma criança na escola, o pai
entre na sala para interromper ou solucionar as questões para o
filho. Não fique decepcionado com o Senhor.

Jesus disse que aquelas casas foram atingidas pela chuva, pelos rios
e pelos ventos. Talvez as duas estivessem bem preparadas para
suportarem a chuva, mas resistir às correntezas de um rio é algo
muito mais difícil. A vida cristã traz desafios crescentes. O
inimigo poderá nos atacar de modo ferrenho, dentro dos limites
permitidos pelo Senhor. Não podemos viver despreparados, pensando
que o cristianismo seja um mar de rosas. A chuva, os rios e os
ventos são tipos de tribulações que vão nos testar por todos os lados
e em todos os aspectos. Seremos atingidos, açoitados, balançados e
sacudidos. Quem está de pé, cuide para que não caia (ICo.10.12).

Tais ataques podem ser em forma de perseguição e sofrimento, ou em
forma de ofertas tentadoras. Muitos não caem por causa da calúnia ou
do dinheiro ilícito, mas sucumbem diante da prostituição e do
adultério.
As tempestades testam nossas estruturas. Aí então mostraremos se
somos cristãos de verdade.

O dia seguinte

Depois da tempestade, verificou-se que apenas uma casa continuava de
pé. A outra tinha desabado. Continuaremos no lugar depois da chuva,
dos rios e dos ventos. Muitos são aqueles que se desviam do caminho
da verdade, após terem sido alvejados pelo inimigo.

Quem tivesse visto as casas antes, poderia questionar: O que
aconteceu? Por quê aquela casa caiu? Parecia tão boa, tão bonita,
tão forte. O problema estava na base. Uma foi construída sobre a
rocha. A outra, sobre a areia. Então, aquelas casas, que podiam ser
tão parecidas, tinham uma diferença profunda, assim como eram bem
diferentes aqueles dois homens, apesar das semelhanças já
mencionadas. Um era sábio. O outro, insensato. Suas obras foram
diferentes por causa da grande diferença de caráter entre ambos.
Nossas obras revelam o nosso caráter.

O alicerce

Nele está o motivo da queda ou da firmeza. É a parte oculta da
construção. Não se trata de aparência, mas de essência. É importante
investir nas janelas, nas paredes, no piso, nas portas, no telhado,
na tinta, no revestimento, etc, mas não podemos economizar no
alicerce. Trata-se de um investimento oculto, mas imprescindível.
Não basta que a casa seja grande e bonita. É preciso ter um bom
fundamento. Ter uma boa imagem pública é ótimo, mas os valores e
práticas mais importantes da nossa vida são aqueles que só Deus vê.

O alicerce do cristão é Cristo. "Ele é a rocha que foi rejeitada por
vós, os edificadores, a qual foi posta por pedra angular" (At.4.11).
Nele somos firmados através da fé, da obediência e de um compromisso
radical e indissolúvel com Deus. São elementos espirituais que os
outros não vêem e podem até não valorizar. É o cristianismo em
profundidade, algo que vai muito além da liturgia e dos costumes.

Aquele que se desvia por causa do escândalo de outra pessoa não tem
alicerce. É como planta sem raiz.

Aquele moço que se desvia do evangelho para namorar uma incrédula não
tem alicerce. Sua casa caiu.

O Senhor deseja que sejamos prudentes. A maior demonstração de
prudência e sabedoria é obedecer à palavra do Senhor. É colocar em
prática o que já conhecemos da vontade de Deus.
Na hora do teste, a aparência não resolve, mas o fiel permanecerá
firme. Resistirá às tribulações e será motivo de glória para o nome do Senhor.


Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia.



sexta-feira, 11 de setembro de 2009

LIÇÃO 11/O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO/ SUBSÍDIOS

O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO
Texto Áureo: Jo. 13.35 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 4.7-16

Objetivo: Mostrar que a prática do amor cristão é uma ordenança divina, e a principal evidência da nossa salvação.

INTRODUÇÃO
João, o autor do Evangelho que traz o seu nome e o da Epístola objeto de estudo neste trimestre, é conhecido como o discípulo amado. Essa atribuição é justificada porque esse apóstolo de Jesus expressa, com entusiasmo, o valor do amor genuinamente cristão. Com base nessa premissa, estudaremos, na lição de hoje, um pouco mais a respeito do amor. Enfocaremos, especificamente, o amor cristão a Deus e ao próximo, máxima defendida por Jesus quando questionado pelos líderes e mestres religiosos a respeito da observância ao maior dos mandamentos (Mt. 22.36-40).

1. DEFINIÇÕES BÍBLICAS DE AMOR
Existem duas palavras comumente usadas no Novo Testamento grego para “amor”: são elas phileo e ágape. Em alguns contextos, phileo é utilizado prioritariamente como afeição. No sentido de afeição, phileo é encontrado em Jo. 15.19; Tt. 3.15. Phileo, ao contrário do que dizem alguns pregadores, é também sinônimo do amor divino (Jo. 5.20; 16.27), basta dizer, como exemplo, que Jesus ama (phileo) as pessoas individualmente (Jo. 11.3,36; 20.2). Ainda que, conforme lemos em Ap. 3.19, não isenta aquele que é amado de ser corrigido pelo Senhor. O termo mais amplo usado no Novo Testamento grego para amor, porém, é ágape. (Mt. 24.12; Rm. 12.9; 13.10; I Co. 8.1; Gl. 5.22). Uma das características centrais desse tipo de amor é o sacrifício próprio em prol do outro (Jo. 15.13; I Co. 13.4,8,13; I Jo. 3.12; 4.10,18; II Jo. 6; I Co. 14.1; II Co. 6.6; 8.7). O agape, grosso modo, se refere ao amor dado por Deus e moldado pelo Espírito Santo e que guia a conduta cristã. Esse amor é uma qualidade divina (Jo. 15.10) derramada em nossos corações (Rm. 5.5) que nos vivifica em Cristo (Ef. 2.4; 3.17; I Jo. 4.9) e nos posiciona como filhos (I Jo. 3.1). O próprio Deus é ágape (I Jo. 4.8) e é reconhecido como o Deus de amor (II Co. 13.11,11; II Ts. 3.5; II Jo. 3; Jd. 2).

2. O AMOR DE DEUS PELA HUMANIDADE
Ao longo do texto, João mostra que o amor a Deus e ao próximo estão interligados. Qualquer separação nesse sentido, como fizemos nesta lição, tem fins meramente didáticos. A base para a ordenança do amor cristão está na própria natureza divina, pois Deus é amor (I Jo. 1.7,8). Assim, todo aquele que é nascido de Deus, isto é, que procede de Deus, ama tanto a Deus quanto ao seu próximo. Amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro e o provou enviando Seu Filho para morrer pelos pecados da humanidade (Jo. 3.16; I Jo. 4.9,10). Antes estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas Ele nos amou e nos atraiu para Si. Cristo Jesus é o Dom inefável de Deus, é a manifestação do excelso amor divino. Como Paulo, temos razões para agradecer a essa dádiva inefável (II Co. 9.15). Amamos a Deus porque Ele nem mesmo a seu próprio filho poupou, antes, o entregou por nós (Rm. 5.8). De modo que nada, obsolutamente nenhuma criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm. 8.31-39).

3. O CRISTÃO E O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO
João deixa claro, a princípio, que amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro. Mas não podemos, por outro lado, dizer que amamos a Deus e não demonstramos amor ao próximo. O Apóstolo argumenta que é mais fácil amar os homens do que a Deus, portanto, se não existe amor pelos homens, também não haverá amor a Deus. A verdade é que não podemos amar a Deus, a menos que também amemos ao próximo. Quando Jesus contou a parábola em resposta ao grande mandamento, distinguiu, entre outros, o distanciamento dos religiosos de sua época do amor ao próximo. Eles estavam mais preocupados com os seus compromissos do que na preservação daquele homem que se encontrava jogado após ter sido assaltado. A religiosidade humana pode conduzir o ser humano com facilidade para tanto para o fanatismo quando ao formalismo.

CONCLUSÃO
Jesus, citando Dt. 6.4 e Lv. 19.18, instrui seus discípulos para que mantivessem o equilíbrio no amor (Mt. 22.40). Para tanto, eles deveriam – e ainda devem – amar a Deus, ao próximo e a si mesmos. Esse é o tripé da comunhão cristão, por isso, quando há apenas amor a Deus, o resultado é o fanatismo, ao próximo, a conseqüência é o filantropismo, e a si mesmo, o mal do egoísmo. O amor cristão é a maior apologética, ele é, ao mesmo tempo, um mandamento e uma conseqüência daquele que é nascido de Deus.

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M.
As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W.
I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O desafio de seguir a Cristo

Texto-base: Jo.6:35-37,66-68

Introdução: Vida cristã não é uma filosofia. É andar com Jesus. É seguir a Jesus. Quem segue não escolhe a direção a ser tomada.

Pergunta-chave: Até onde você está disposto a seguir a Cristo ?

Vamos traçar um paralelo entre a vida cristã e o caminho de Israel entre o Egito e Canaã

1 - O início da caminhada: Conversão (encontro, libertação do Egito, primeiro amor).

Em destaque: as bençãos - Os israelitas se enriqueceram com ouro e prata (Ex.12:35)
Nesse ponto, Miriã dançou e cantou.
Seguir a Cristo no momento da benção é muito fácil.

2 - O meio do caminho: Deserto - Provação, renúncia, benção sob medida (maná).
Tempo de vencer ao diabo e vencer a si mesmo. Nesse ponto, Miriã se rebelou contra Moisés.
Seu motivo para seguir Jesus será testado : pão terreno ou pão celestial ? (Hab.3:17-18).
Você seguiria a Jesus sem bençãos ? Pode parecer absurdo. (Exemplos: teste do jovem rico e de Jó).

2.1 - Perspectiva incorreta sobre o cristianismo. Expectativas ilusórias: esperar apenas o que é agradável.
Mat.13:20-21 - a semente entre as pedras (ofensa) - O convertido que não contava com tribulações (Teologia da Prosperidade).
O objetivo do ser humano é apenas o bem-estar, conforto e felicidade. É o ter. Focalizamos o que é passageiro.

2.2. - A perspectiva correta: A visão de Deus é, sobretudo, a formação do caráter cristão em nós. É o ser. Focaliza o eterno.
A maior experiência do cego de Jericó não foi enxergar, mas encontrar Jesus.

3 - O alvo e os obstáculos: Quem segue Jesus quer ir para onde ele vai. Jesus vai para junto do Pai. Vai para o céu, mas no caminho existe uma cruz. Você ainda quer segui-lo ?
Queremos reinar com Cristo. Podemos beber o cálice que ele bebeu ? (Mc.10:35-40)
Salmo 23:4 - Seguindo a Jesus no vale da sombra da morte.
Quem perder a sua vida por amor de Cristo acha-la-á. (Mt.16:25).
Os discípulos enfrentaram até mesmo a morte física.

4 - A chegada - A Canaã celestial para quem seguir a Cristo até o fim.
Miriã não entrou em Canaã.
Mat.12:29 - A recompensa
Na Nova Jerusalém não haverá provações (Ap.21:1-5), mas, por enquanto, precisamos suportá-las.

Conclusão: Jesus não dispensa seus seguidores. Ele nos ouve, nos perdoa e nos aceita.
O problema é que muitos seguidores desistem, desviam do caminho. Escolha caminhar com Jesus.


Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

CRIADOS SEGUNDO DEUS PARA A SANTIDADE

"E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade". Ef. 4.24

Definindo a palavra santificação: Significa "tornar santo"; "consagrar"; "separar do mundo" e "apartar-se do pecado", a fim de termos ampla comunhão com Deus e servi-lo com alegria.

Muitas pessoas que se dizem regeneradas por Deus não dão bom testemunho quando estão distantes da igreja e dos membros que a compõe. Tais pessoas enganam a si mesmas e não experimentaram a verdadeira regeneração através da lavagem da água pela palavra de Deus que purifica o homem de todo o pecado tornando-o apto a salvação.

"Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo". Tt. 3.5

"Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra". Ef. 52.26

Somos criados segundo Deus para a santidade. No antigo testamento o sacerdote deveria levar sobre a sua mitra na sua testa uma lamina de ouro puro com os seguintes dizeres: "santidade ao Senhor" (ou Santo ao Senhor). Ex. 28.36

Ser santo ao Senhor é um privilegio que todo salvo deve experimentar "Porque esta escrito: Sede santos, porque eu sou santo". I Pe 1.16

Não nos santificamos a Deus porque estamos em busca de algo.

Mas nos santificamos a Deus porque Dele temos recebido tudo.

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. Rm 11.36

Daniel um exemplo de Santidade ao Senhor - Daniel capitulo 01

Muito diferente de Esaú que trocou a sua primogenitura por um prato de sopa (Gn 25.34) e de Sansão que se contaminou ao se aproximar de um cadáver o que era contra seu voto de Nazireu (Jz 14.8; Nm 6.6). Daniel quando convocado a comparecer diante de Nabucodonosor propôs no seu coração alguns objetivos:

1. Não se contaminar com a porção das iguarias do rei.

Propôs em seu coração rejeitar o manjar apetitoso; o prato delicado e delicioso; a boa comida do rei. Davi sabia que esta iguaria seria motivo de escárnio, zombaria e dito picante por parte daqueles que sabiam ser ele temente a Deus.

2. Não se contaminar com o vinho que o rei bebia.

O Vinho e a bebida forte são os grandes causadores de distúrbios, inimizades e conflitos na família e na sociedade. O homem que adota tal procedimento torna-se geralmente motivo de zombaria e gracejos. Noe ao beber mostrou sua nudez (Gn 09); Ló teve relações ilícitas (Gn 19). O homem que procura o vinho diz a palavra "erra no seu caminho, nunca será sábio". Pv. 20.1

"Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne" Pv. 23.20

Daniel sendo sábio manteve-se em dieta, alimentou-se daquilo que podia preservar sua saúde e seu testemunho pessoal. Ao fim de sua dieta Daniel e seus amigos mostram as seguintes qualidades:

  1. Mais gordo de carne que todos os jovens que comiam das iguarias do Rei (15).
  2. Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria (17).
  3. Dez vezes mais doutos do que todos os magos astrólogos que havia em todo o reino (20).

Em sua vida há evidencias de sua santidade ao Senhor? Você pode disser como Jó disse?

Ouvindo-me algum ouvido, me tinha por bem-aventurado; vendo-me algum olho, dava testemunho de mim; Jó 29.11.

Os filhos do Sacerdote Eli e a falta de Santidade ao Senhor

  1. Não conheciam ao Senhor, mesmo tendo sido criados no templo (I Sm 2.12).
  2. Comiam a carne do sacrifício (I Sm 2.13-17)
  3. Deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da Congregação (I Sm 2.22)

Conseqüências da falta de Santidade ao Senhor

  1. Os filhos de Eli morreram nas mãos dos filisteus na tomada da Arca de Deus (I Sm 4.11)
  2. O Sacerdote Eli por não ter corrigido os mesmos teve uma triste morte. Ao ouvir a noticia que a arca de Deus havia sido tomada, Eli caiu da cadeira para trás e quebrou o pescoço e morreu, porquanto o homem era velho e pesado. (I Sm 4.18).
  3. A nora do sacerdote Eli estava grávida e ao ouvir estas noticias deu a luz e morreu (I Sm 4.19-22)

Todo homem que comete pecado morre.

A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele. Ez. 18.20

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Rm. 6.23

A natureza do novo homem e o porque essa natureza nova é santa

E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. Ef. 4.24

A bíblia diz que o homem natural está morto em delitos e pecados. Mas a ação de Deus inverte este quadro, pois Ele nos da vida.

Através desta vida a qual chamamos de novo nascimento que nos é concedido pelo Espírito de Deus (Jo 3.5,6, 8). O novo homem apresenta algumas qualidades em sua natureza.

Adquire uma semelhança com Deus (Ef. 4.24) e com Cristo (Rm 8.29; II Co 3.18); adquire também conhecimento de Deus (Cl 3.10); ódio ao pecado (I Jo 3.9; 5.18) e vitória sobre o mundo (I Jo 5.4), além de demonstrar fé em Cristo (I Jo 5.1), retidão (I Jo 2.29) e amor fraternal.

Esta nova natureza é santa porque é uma obra exclusiva de Deus no homem.

Somos gerados de novo pela Palavra de Deus. I Pe 1.23

A regeneração "novo nascimento" é um ato divino e decisivo, o qual provoca efeitos profundos e permanentes na vida do individuo (I Jo 1.9; 3.9; 4.7; 5.1,14, 18), que alteram seu comportamento embora sem modificar sua personalidade.

A pessoa é a mesma, porém, diferentemente controlada. Antes era controlada pelo pecado, agora controlada por Cristo. Antes fazíamos a vontade da carne e dos pensamentos (Ef. 2.3), mas agora andamos nas obras preparadas por Cristo.

Existe um comportamento próprio do novo homem "dos regenerados" (I Co 6.11) ! eles procuram desenvolver a vida cristã para o inteiro agrado de Deus, como nova criatura. A religiosidade formal não tem poder de conduzir o homem a Deus, apenas o ser uma nova criatura "novo homem, criado segundo Deus".

O novo homem é santo não por obrigação e sim por prazer em crescer rumo a Cristo.

O salmista Davi declara o seu espontâneo prazer na lei do Senhor. "Deleito-me (agrado-me) em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração". Sl 40.8

Conclusão

Seja santo ao Senhor. Busque em sua vida viver a verdadeira regeneração que somente é possível através de Cristo. Santifique a Deus seus pensamentos (1); olhos (2); corpo (3); coração e mente (4).

1. Pensamentos: Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Mt. 5.28

2. Seus olhos: A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Mt. 6.22

3. Corpo: Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo. I Co 6.13

4. Coração e Mente: E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus. Fp 4.7

Somente mediante a graça redentora de Deus é que alguém pode viver uma vida "sem ofensa, tanto para com Deus como para os homens" At. 24.16.

A verdadeira santificação requer que o salvo mantenha profunda comunhão com Cristo.

Sérgio Francisco

Fonte:Palavra prudente

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O sal da terra

Disse Jesus: "Vós sois o sal da terra. Se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens." (Mateus 5.13).

O sal é útil para dar sabor e também para conservar os alimentos. Houve tempos em que as pedras de sal eram usadas até como moeda corrente. Daí veio a palavra "salário". Jesus disse que os cristãos são o sal deste mundo. Para que o sal possa ter alguma utilidade ele precisa sair do saleiro; precisa se misturar à massa. Isso nos leva a refletir sobre nossa participação e atuação em nossas comunidades. Não me refiro simplesmente às comunidades cristãs, mas ao nosso convívio com a sociedade de modo geral. O cristão não deve ser uma pessoa isolada, alienada, distante de tudo e de todos. O sal precisa se misturar. Você precisa saber o que está acontecendo, precisa dar sua opinião, precisa participar. Existem aqueles irmãos que vivem fugindo de todo tipo de contato, seja no trabalho, seja na escola, seja no bairro onde moram. Evitam conversar sobre questões políticas, culturais, esportivas, etc, tudo em nome da santificação. Louvável motivo, mas infeliz atitude. Só através da participação poderemos influenciar este mundo, dando-lhe sabor e valor. Jesus orou ao Pai a favor dos discípulos, dizendo: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal". (João 17).

Agora, cabe uma observação: não se coloca sal em carne podre. Se isso acontecer, o sal será jogado fora com a carne. Existem certos ambientes que não são apropriados para nós. Certos assuntos são, por si mesmos, abomináveis e determinados eventos poderão ser prejudiciais. Alguns tipos de compromisso podem ser contrários ao nosso pacto com Deus. Então, pense bem. Jesus nos chamou de "sal da terra" mas não mandou misturar sal e terra. Esse seria o caso daquele sal que cai ao chão. Será pisado pelos homens. É o caso daquele cristão que se corrompe, tornando-se motivo de vitupério para o nome de Cristo. Ainda que Deus o tenha perdoado, continuará a ser pisado pelas pessoas.

Em João 2, temos o relato da participação de Cristo em uma festa de casamento. Ali, o Mestre realizou seu primeiro milagre, o que resultou em glória para o reino de Deus. Imagine se Jesus recusasse todo tipo de convite. Perderia muitas oportunidades de fazer a obra de Deus. Aí está um detalhe importante: como agimos nos lugares onde vamos? O que fazemos? Já pensou se, naquela festa de casamento, os discípulos começassem a se embriagar e fazer besteiras...? Jesus ficaria envergonhado. E não é assim que ele tem ficado muitas vezes em relação às nossas ações?

O sal precisa se misturar, mas não com tudo, e não de qualquer maneira. Como definir essa questão? Saia do "saleiro", meu irmão, mas não vá a qualquer lugar. Faça alguma coisa mas não faça qualquer coisa que lhe vier à cabeça. Aceite alguns convites, mas não aceite qualquer convite. Em caso de dúvida, peça a orientação do Espírito Santo, ouça a sua consciência, solicite o conselho pastoral. Devemos pedir a Deus sabedoria diante de cada situação, de modo que possamos cumprir bem o nosso papel sem que sejamos motivo de escândalo para o evangelho.


Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

sábado, 5 de setembro de 2009

Lidando com a ansiedade

Filipenses 4: 6 Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;


Na vida, passamos por momento difíceis, em que somos pressionados pelos problemas, passando por dificuldades, enfrentando lutas.

Isso acaba nos fazendo ficar ansiosos.

A ansiedade pode produzir bons frutos ou não.
A ansiedade faz parte das emoções do ser humano, ninguém vive, sem experimenta-la.

Ela é boa, quando nos impulsiona, a agir, trabalhar, dar frutos, produzir, conquistar.
Quando não nos leva ao descontrole emocional.
Essa ansiedade é natural.
E natural ficar um pouco ansioso, diante do primeiro dia no emprego.
E natural ficar ansioso, na véspera do encontro com a pessoa amada.
E natural ficar ansioso na véspera das provas do vestibular.

Mas há uma ansiedade, que gera prejuízos emocionais

E aquela que gera pessoa aflita, angustiada, que vive perturbada por causa da incerteza a sua volta.
Ela não dorme direito, a não ser a base de calmantes, seu sono é agitado.
Muitas vezes tem taquicardia, assusta a toa, chora por qualquer coisa.
Perde o controle facilmente.
Muitas vezes, passa noites em claro, pensando no que fazer no dia seguinte.
Como resolver um problema financeiro.
Como agir com alguém viciado.
O que fazer diante de uma crise conjugal
Como resolver os assuntos ministeriais.
Discute por motivo
Age precipitadamente, sem pensar.
A ansiedade pode causar enorme prejuizo, sofrimento desconforto pessoal, social, afetivo, sexual, profissional, academico, prejudicando como um todo a qualidade de vida da pessoa.

Algumas levam a pessoa ao Pânico.
Condenando a pessoa confinamento por medo.
Medo de ser atacada
Medo de ser rejeitada
Medo de ser mal interpretada.

Essa ansiedade, pode condenar uma vida, a uma prisão emocional ,levando a loucura, muitas vezes até mesmo ao suicídio.

B) Como agir diante dessa ansiedade?

Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou as raízes de uma árvore. Em cima do barranco, havia um urso imenso querendo devorá-lo.
O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha a sua frente. Embaixo, prontas para engolí-lo quando caísse, estavam nada mais
nada menos do que seis onças tremendamente famintas.
Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando. Abaixava depressa a cabeça para não perdê-la na sua boca.
Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas de seu pé. As onças embaixo querendo comê-lo, e o urso em cima querendo devorá-lo.
Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol.
Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango. Quando pode olha-lo melhor,ficou inebriado com sua beleza.
Então, levou o morango a boca e se deliciou com o sabor doce e suculento. Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso.

Talvez você me pergunte: "Mas, e o urso?" Esqueça o urso e coma os morangos! E as onças? Esqueça as onças, coma os morangos!

A palavra do Senhor diz em Mateus 6: 25 Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?
26 Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?
27 Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?
28 E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam;
29 contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles.
30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?
31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?
32 (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso.

Meu amado (a)
Você é mais valoroso para o Senhor, que qualquer coisa...
Você é menina dos olhos de Deus, ai de quem te tocar.

Isaías 49: 16 Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei.
Já parou para pensar nisso?
O seu nome está impresso nas mãos dele, a cada vez ,que ele estende as mãos para agir, ele depara com o seu nome.
Ele tem o maior zelo por você.
Você é obra das mãos dele, nada está fora do controle dele.

Apresente a ele, as suas petições e fique em paz.

Romanos 8: 28 E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Salmo 37:5
Entrega o teu caminho, ao Senhor e tudo ele fará
Passa as mãos do Senhor, o seu destino, a sua vida e ele vai cuidar de todas as coisas, pra você, ele vai entrar em ação e agindo Deus, quem impedirá?

Salmo 4: 8 Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.
Você está nas mãos dele, portanto está seguro, firme.

Salmo 91: 1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará.
Não tenha receio, sossegue as tuas emoções, se apóie no senhor e deixe tudo aos cuidados dele.
Salmo 29:11 O Senhor abençoara o seu povo com paz.

Busque em Deus a e você encontrará a cura para a ansiedade.
Que Deus te abençoe.

Fonte:MSE Evangélico

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Os inimigos da luz

Disse Jesus : "Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida." (João 8.12). "E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas." (João 3.19-20).

Jesus veio ao mundo, enviado por Deus. Ele só ensinou e praticou o bem. Entretanto, foi rejeitado pela maioria dos que o conheceram. E ainda hoje, quase todas as pessoas do mundo já ouviram falar de Jesus e sabem muito a respeito dele, mas poucos são aqueles que o servem e se esforçam por viver de modo que lhe agrade. Ou seja, até hoje Jesus continua sendo rejeitado. Por quê será? Cristo veio salvar o ser humano, mas, para isso, ele mostra o pecado e exorta ao arrependimento e à conversão. Jesus é a luz que revela o erro. Suas palavras, registradas na Bíblia, trazem à tona a malignidade do pecado em suas mais sutis manifestações (Mt.5.22,28).

Por esta causa, muitos fogem de Jesus. Isto é semelhante ao comportamento daquelas pessoas que têm pavor de médicos e dentistas. Para que a doença seja curada, precisa ser revelada, diagnosticada, tratada, e isso pode doer. O pecado é a doença da alma e Jesus é o médico que veio nos curar.

Muitos vivem fugindo da luz. É mais cômodo viver nas trevas. Qual é o atrativo da escuridão? Ela nos oculta, encobre nossos atos e, assim, parece nos proteger. O apóstolo Paulo disse que os que se embebedavam e os que roubavam, costumavam fazê-lo à noite. Logicamente, para não serem vistos. Este é o modo de vida daqueles que não têm um compromisso com Jesus. Estão nas trevas da ignorância espiritual. Pecam e rapidamente se esquecem ou nem consideram pecado o seu ato. Vivem praticando ações que, devido à sua natureza maligna, precisam ser mantidas em segredo. Apesar de saberem da existência da luz, que é Jesus, não querem nenhum compromisso com ele para que sua vida de pecado não seja censurada.

Até onde vai essa vida nas trevas? Caminhar no escuro pode até ser divertido por algum tempo. Pode ter sabor de aventura e desafio, mas o contentamento se desfaz quando a pessoa tropeça e cai. O tropeço e a queda certamente virão para aqueles que insistem em viver nas trevas do pecado (Pv.4.19). Alguém pode dizer: - "Eu estou muito bem sem Jesus." É só uma questão de tempo. Quem anda no escuro acaba tropeçando, mais cedo ou mais tarde. Como será esse tropeço? Pode ser uma doença grave, um flagrante no momento do pecado, a falência, a separação conjugal, etc. Nesse momento, alguns correm para Jesus, buscando socorro. Quantos viveram em devassidão sexual e só procuraram Jesus quando tropeçaram na aids?!

Qual será a sua atitude? Vai esperar o pior? A Bíblia diz: "Se hoje ouvirdes a sua voz , não endureçais os vossos corações." (Hb.4.7). Amanhã pode ser tarde demais.

A luz mostra o pecado. Isto não quer dizer que Jesus vai mostrar os pecados de uma pessoa para as outras. Na maioria das vezes isso não é necessário. Jesus quer mostrar o pecado para a própria pessoa. Quando nos aproximamos de Jesus, percebemos sua santidade e, ao mesmo tempo, reconhecemos nossa impureza. Nesse momento, podemos nos arrepender e pedir a Deus que nos perdoe e no dê uma vida nova, uma vida no caminho da luz.


Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

LIÇÃO 10/ OS FALSOS PROFETAS/ SUBSÍDIOS

OS FALSOS PROFETAS
Texto Áureo: Mt. 7.15 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 4.1-6

Objetivo: Mostrar que o conhecimento e a prática da Palavra de Deus nos tornarão aptos a identificar e refutar as doutrinas dos falsos profetas.

INTRODUÇÃO
Nos tempos de João, os falsos profetas se infiltraram na igreja e passaram a propagar doutrinas enganadoras. A mesma realidade acontece nos dias atuais, por isso, a fim de alertar a igreja contra os propagadores da mentira, estudaremos, na lição de hoje, a respeito da atuação desses falsos profetas. Em seguida, refletiremos a respeito do discernimento espiritual diante dos falsos profetas. E ao final, destacaremos o valor do conhecimento e da prática da Palavra de Deus enquanto fundamentos essenciais para refutar os ensinamentos falsos.

1. OS FALSOS PROFETAS NA EPÍSTOLA
Os falsos profetas se inserem na igreja a fim de macular a paz e o amor que há em Cristo. Para evitar que isso acontecesse, João escreveu aos crentes e alerta-os para que “não deis crédito a qualquer espírito” (v. 1). Esses falsos profetas, conforme estudamos em aulas anteriores, eram os adeptos do Gnosticismo. A partir da filosofia grega, argumentavam que a matéria era má, por isso, Cristo não poderia ter-se feito carne. Também participavam de práticas pecaminosas sem qualquer temor a Deus, pois achavam que, ao morrerem, os pecados seriam julgados através da destruição do corpo, enquanto que o espírito seria salvo. Esses falsos profetas, baseados num conhecimento que julgavam superior, a gnose - cultuavam a si mesmos, eram arrogantes, ufanavam-se em achar que eram melhores do que os outros, mas lhes faltava o essencial: o amor genuinamente cristão – o ágape. Os falsos profetas eram mundanos, serviam ao deus deste século, amavam a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I Jo. 2.16,17). Por esse motivo, a igreja não poderia dar crédito a eles (I Jo. 2.7,8), e muito menos amar o mundo que eles amavam (I Jo. 2.15). A igreja precisa ser cautelosa em relação aos falsos profetas, pois Jesus nos advertiu a respeito deles (Mt. 7.15; Mc. 13.22,23), bem como os apóstolos Paulo (At. 20.28-30) e Pedro (II Pe. 2.1).

2. O DISCERNIMENTO DOS FALSOS PROFETAS
Não devemos dar crédito a todo espírito, na verdade, esse tipo de incredulidade é sinal de maturidade cristã. É preciso provar os espíritos, não apenas moralmente (justiça e retidão) e socialmente (no relacionamento com os outros), mas também teologicamente (no conteúdo do ensino). A esse respeito, é válido o critério cristológico, ou seja, avaliar o que é que os falsos profetas dizem ser Cristo (Mt. 16.13). A resposta à pergunta deva ser a confissão para saber se, de fato, trata-se de um conhecimento revelado (Mt. 16.17) ou de mera especulação humana (Mt. 16.14). A confissão não pode ser outra senão a de que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, o Verbo que se fez Carne (I Jo. 1.1; Jo. 1.1). Esse teste joanino encontra eco nas palavras de Paulo em I Co. 12.3, afirmando que ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. Esse ensinamento é fundamental para o cristianismo. Não por acaso os religiosos dos tempos de Jesus já expulsavam as pessoas da Sinagoga caso elas reconhecessem o Senhor como o Cristo (Jo. 9.22). Como o monoteísmo era o ensinamento fundamental do judaísmo (Dt. 13), a encarnação do Verbo é a doutrina basilar do cristianismo (I Jo. 4.2), ainda que esse, como aquele, também seja monoteísta (Jo. 10.30; 17.22).

3. CONHECENDO E PRATICANDO A PALAVRA
Aqueles que conhecem a Deus não se deixam enganar pelos falsos profetas (I Jô. 4.4). Esse conhecimento, entretanto, não é resultado do mero experiencialismo. O conhecimento de Deus pressupõe Espírito e Verdade (Jo. 4.24). A unção do Espírito precisa estar sobre os crentes, mas esse não atua distanciado da Palavra, que é a verdade. O Espírito é o Maior que está em nós, o qual, pela Palavra, vence o que está no mundo (I Jo. 4.6). A igreja de Cristo é apostólica, isto é, está fundamentada no ensinamento dos apóstolos. Eles testemunharam a vida, morte e ressurreição de Cristo. O Espírito Santo os inspirou para escrever a Bíblia (II Tm. 3.16,17), portanto, não podemos nos apartar da mensagem desse livro (I Tm. 4.15). Através da mensagem bíblica ouvimos a voz de Jesus (Jo. 10.4,5,8,16,26,27) e demonstramos que amamos a verdade (Jo. 18.37) e que somos de Deus porque ouvimos Suas palavras (Jo. 8.47). Do mesmo modo que os crentes a quem João endereçou sua Carta, nós, podemos vencer as ciladas armadas pelo Inimigo através dos falsos profetas. Para tanto, precisamos manter a mente alicerçada na Palavra de Deus, mas não apenas a mente, também a vida, na medida em desenvolvemos uma prática de vida condizente ao que nos instrui a Palavra.

CONCLUSÃO
Os falsos profetas propagam suas mensagens no seio eclesiástico. Muitos dos seus ensinamentos são tão sutis que encontram guarida entre os cristãos mais fervorosos. Para que não sejamos facilmente conduzidos pelo espírito engano (I Jo. 4.1), é preciso depender da Palavra de Deus e da iluminação do Espírito Santo (I Jo. 2.20,27). Ainda que o Espírito possa revelar à igreja, através do dom de discernimento (I Co. 12.10; At. 16.16-18), não podemos nos afastar da Palavra de Deus, pois ela é o critério fundamental na identificação e refutação das profecias falsas (Gl. 1.6-9).

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W.
I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

...Que ninguém se prive da graça de Deus

Hebreus 12:15 diz: Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem;


Veja que interessante:

A palavra do Senhor diz aqui, que é necessário prestarmos bastante atenção, nos prevenir, ficar atentos, para que nenhum de nós seja impedido, isso é seja preso ou embaraçado, não recebendo o favor ou os benefícios de Deus, por causa da raiz de amargura.


Amargura é angústia, aflição, dor, oculta ou melhor encoberta na nossa alma, que nos torna amargos, isso é nos torna triste, depressivos, cheio de ressentimentos por alguém.



Amargura são sentimentos amargos em relação a alguém, que produz em nós perturbação, que tiram nossa paz, traz transtornos a nossa vida, faz muitas pessoas perder o juízo e com isso muitas vezes dar fim a própria vida, ou até mesmo desfazer relacionamentos, por causa da dificuldade de perdoar e que muitas vezes nos levam a contaminar, isso é contagiar outros em relação aquela pessoa, que nos ofendeu ou decepcionou.



Uma pessoa amargurada, além de se prejudicar , de ficar impedida de receber as bênçãos do Senhor, acaba corrompendo os outros a sua volta.



Se torna uma pessoa de difícil convivência e perde muitas oportunidades de ser feliz.



Isso me faz lembrar, um professor que pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Ele pediu para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa. Algumas das bolsas ficaram MUITO pesadas.

A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a bolsa com batatas. Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo. O incômodo de carregar a bolsa, a cada momento, mostrava-lhes o tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.

Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o stress e roubando nossa alegria. Perdoar é deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e calma.

Quantas batatas, você tem carregado, amado(a)?

Elas causam um mal cheiro terrível, afasta as pessoas de você e te impede de ser abençoado.



Mas o que fazer então?

A palavra do Senhor diz em Mateus 6: 14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;

Perdoar é libertar as pessoas, que você prendeu no seu cativeiro emocional, libera -la da dívida, que ela tem com você, fazendo assim você vai livrar se da ruína da amargura.



Mateus 6: 15 se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.

Se você não libera, não é liberado



Mateus 18: 21 Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete?

22 Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.



Que tal, orar neste momento e se desfazer das batatas podres, que você tem arrastado pela vida e que estão impedido suas bênçãos de chegar até você.


Jogue fora suas batatas e com certeza, você vai experimentar a vitória e a graça de Deus, de maneira abundante na sua vida.


Fonte:msevangelico

 
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