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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

LIÇÃO 08/ A NOSSA ETERNA SALVAÇÃO/ SUBSÍDIOS



A NOSSA ETERNA SALVAÇÃO
Texto Áureo: Jo. 3.16 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 3.1-5; Rm. 8.14-17

Objetivo: Mostrar que somente o imensurável amor de Deus poderia elevar o pecador convertido à condição de santo, justo e filho de Deus para que esse possa ter a vida eterna.

INTRODUÇÃO
João afirma que o mundo jaz – isto é – está morto no maligno (I Jo. 5.19). Os crentes, por sua vez, têm vida eterna (I Jo. 2.25). A razão dessa vida, conforme estudaremos na lição de hoje, tem a ver com a filiação ao Pai que nos ama em Cristo. Porque Ele nos ama, será um dia transformados (I Ts. 4.13-17). Quando isso acontecer, a morte será tragada na vitória, e glorificados, desfrutaremos da plenitude da vida eterna (I JO. 5.11,13).

1. FILHOS AMADOS DE DEUS
Não por acaso João chama seus leitores de “amados” ao longo da sua carta. Os crentes são amados do Pai, já que agora somos filhos de Deus, nascidos de cima (Jo. 3.3). O Apóstolo assume essa declaração com admiração, pois agora somos não apenas criaturas, mas filhos de Deus. Isso aconteceu porque a todos quantos receberam Jesus deu-lhes o poder de serem chamados filhos de Deus (Jo. 1.12,12). A partir de então, o Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos amados de Deus (Rm. 8.14-17,21; 9.25,26). E esse mesmo Espírito opera em nós, também, por meio dEle fomos adotados e clamamos Aba, Pai (Gl. 4.6). Porque somos filhos de Deus, o mundo nos aborrece, porquanto não conhece o Pai (Jô. 15.18,19; 16.3; 17.25; Cl. 3.3). Conforme estudamos na lição passada, os crentes e o mundo são incompatíveis (I Co. 2.15,16). Como aconteceu com Cristo, enquanto estivermos no corpo a vida estará oculta em Deus (Cl. 3.3). A filiação do cristão é real, mas ainda não é visível (Rm. 8.19).

2. QUE NOS TRANSFORMARÁ
Como filhos amados do Pai ainda não somos o que haveremos de ser (v. 2). O mundo tão somente nos conhece como somos, mas não vê como seremos plenamente. Existem muitas especulações a respeito de como seremos na eternidade. Todas elas são apenas sombras, e, em muitos casos, meras fantasias. Somente sabemos aquilo que o Senhor nos revelou em Sua palavra (Dt. 3.24; I Co. 13.8-12). Nos é revelado que um dia Jesus haverá de se manifestar e quando isso acontecer seremos semelhantes a Ele (Fp. 3.21; I Co. 15.49). Então seremos glorificados com Ele (Rm. 8.17; Cl. 3.4). A Paulo foi revelado que quando esse tabernáculo físico se desfizer, estaremos no céu com Cristo (II Co. 5.8; Fp. 1.23; Cl. 3.4; I Ts. 4.17). Essa é a bendita esperança da igreja do Senhor Jesus Cristo (Tt. 2.13). A volta dEle para arrebatar Sua igreja para estar para sempre com Ele, pois há de vir como para o céu os discípulos O viram ir (At. 1.11). Ele mesmo prometeu que iria prepara lugar para aqueles que O seguem (Jo. 14.1). Nesse dia, quando formos plenamente como Ele é, O veremos face a face (I Co. 13.12).

3. E DARÁ VIDA ETERNA
A vida eterna, nos escritos de João, ressalta sua possibilidade de experiência já na vida presente através de Jesus Cristo (Jo. 5.24; 11.25-26; I Jo. 3.14). O propósito central desse Apóstolo, ao escrever o evangelho, é produzir vida eterna nos seus leitores (Jô. 20.31). Paulo também reforça o ensinamento que a vida eterna pode ser desfrutada já no presente (Rm. 6.4; 8.6,10), ainda que tanto para um quanto para o outro, a plenitude da vida eterna será desfrutada no futuro (II Co. 5.4). O Apocalipse revela que será na nova criação que a vida eterna se manifestará, onde o cristão poderá comer livremente da árvore da vida (Ap. 22.4,14) e beber da água da vida (Ap. 22.7). Tanto a árvore quanto a água da vida apontam para Cristo que, no Novo Testamento, é associado com a vida eterna. Ele é o pão da vida (Jô. 6.35,48), o caminho a verdade e a vida (Jô. 14.6), o autor da vida (At. 3.15), e a vida dos crentes (Cl. 3.4) e Aquele que tem o poder indestrutível da vida (Hb. 7.16). Em Jo. 6.68 está escrito que Jesus tem palavras de vida eterna e em Jô. 17.2 que Ele tem autoridade para dar a vida eterna.

CONCLUSÃO
Que notícia admirável: fomos feitos filhos amados do Pai, agora temos o Espírito através do qual clamamos Aba. Através desse ato de filiação, Deus não apenas nos fez filhos dEle, mas também nos deu a vida eterna em Cristo Jesus, que é a Ressurreição e a Vida. No futuro, na glorificação do corpo, desfrutaremos da plenitude da Vida. Naquele momento, o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade e estaremos para sempre com o Senhor e O veremos como Ele é. Aleluia!

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O apóstolo Pedro - introdução ao estudo de suas epístolas

A autoria da primeira epístola de Pedro não está envolta em dúvidas e questionamentos como acontece com outros escritos bíblicos. O autor começa o texto se apresentando: "Pedro, apóstolo de Jesus Cristo" (I Pd.1.1). A seu respeito, o Novo Testamento nos fornece muitas informações. Seu nome original era Simão, abreviatura de Simeão, nome hebraico que significa "famoso".

Simão foi pescador (Mt.4.18), até o dia em que, conduzido por seu irmão André (João1.40), conheceu o Senhor Jesus, o qual lhe chamou "Pedro" (Petros), nome grego que significa "pedra", o mesmo que "Cefas" em aramaico (João 1.42). Era chamado também de "Simão Barjonas", ou seja, Simão, filho de Jonas (Mt.16.17), ou filho de João (Jo.21.15). Devido ao uso de mais de um idioma, era comum as pessoas possuírem mais de um nome. Um hebraico, outro grego; ou um em latim, outro em aramaico, ou até mesmo dois nomes numa mesma língua.

O caso de Simão é bastante peculiar. Jesus lhe deu um novo nome: Pedro. Não lhe bastaria ser "famoso". Precisava ser firme e inabalável. Afinal, firmeza era o que mais lhe faltava naqueles primeiros anos de serviço ao Mestre. Em seus momentos de debilidade, era chamado de "Simão" (Lc.22.31; Mc.14.37; João 21.15-17). Era o "velho homem" em ação, com toda a sua fraqueza natural.

Quando conhecemos o Senhor Jesus, ele muda o nosso nome. Muitos, antes de se converterem, eram chamados de "mentirosos", "enganadores", etc. Depois, passam a ser conhecidos como honestos, trabalhadores, bons cidadãos, etc. Quando o suposto convertido não vive à altura do evangelho, então fica conhecido como "crente desonesto", "crente mentiroso", etc. Tornou-se o seu "último estado pior do que o primeiro".

Pedro era casado e morava em Cafarnaum, cidade situada ao noroeste do Mar da Galiléia (Mc.1.21,29,30). Jesus exerceu nessa região uma parte considerável do seu ministério. Pedro se tornou discípulo e apóstolo de Jesus (Mt.10.2). Seu ministério foi mais dedicado aos seus próprios compatriotas, os judeus. Foi considerado "apóstolo à circuncisão" (Gál. 2.8). Foi grande o seu destaque entre os apóstolos quando andavam com Jesus e também na igreja, depois da ascensão do Senhor.

Pedro pronunciou a mais célebre declaração dita por um discípulo: "Tú és o Cristo, o Filho do Deus vivo." (Mt.16.16). E também: "Para quem iremos nós, Senhor. Tu tens as palavras da vida eterna." (João 6.68). Por outro lado, cometeu grave erro ao repreender o Mestre dizendo: "Senhor, tem compaixão de ti. Isso de modo nenhum te acontecerá." (Mt.16.22). Imediatamente, ouviu a mais severa repreensão de Cristo: "Para trás de mim, Satanás!" (Mt.16.23).

Observamos que Simão Pedro saía na frente dos discípulos em qualquer situação, fosse para errar ou acertar. Com isso, conseguia grandes elogios e também repreensões. Pedro teve experiências ímpares, maravilhosas, e também fracassos vergonhosos. Vejamos alguns exemplos:

EXPERIÊNCIAS MARAVILHOSAS

FRACASSOS VERGONHOSOS

Andou sobre as águas (Mt.14.29)

Duvidou e começou a afundar (Mt.14.30).

* Testemunhou a ressurreição da Filha de Jairo (Lc.8.51)

Repreendeu o Senhor Jesus. (Mt.16.22).

* Testemunhou a transfiguração de Cristo (Mt.17.1).

Negou a Cristo três vezes (Mc.14.66-72).

* Testemunhou a agonia de Cristo no Getsêmani (Mt.26.37)

Cortou a orelha de Malco (João 18.10-11).

Pescou um peixe que tinha uma moeda na boca (Mt.17.27).

Foi temporariamente contrário à evangelização dos gentios (At.10).

Pregou no dia de Pentecostes (At.2).

Apresentou duplo comportamento (Gál. 2.11-12).

Curou um coxo na porta do Templo (At.3).

Talvez enfermos tenham sido curados sob a sua sombra (At.5.15).

Mediante a sua palavra, morreram Ananias e Safira (At.5.1-10).

Curou um paralítico (At.9.34).

Ressuscitou Dorcas (At.9.40).

* Alguns episódios da vida de Cristo foram testemunhados apenas por Pedro, Tiago e João. Até a ordem em que esses nomes aparecem no texto nos mostra a preeminência de Pedro (Lc.8.51; Mt.17.1; Mt.26.37).

Durante algum tempo, sua vida foi muito contraditória. Se Pedro vivesse nos nossos dias e tivéssemos de formar uma comissão na igreja, ou uma equipe para um trabalho especial, talvez não o escolheríamos. Contudo, Jesus o escolheu. E não acontece assim também conosco? Num momento estamos "andando sobre as águas" e, "no próximo versículo" já começamos a afundar. Talvez também tenhamos muitas vezes negado a Cristo através das nossas ações e palavras. Contudo, Jesus nos escolheu e já nos conhecia antes que pudéssemos acertar ou errar. O mais importante é o conserto. Se caímos precisamos nos levantar rapidamente, seguir adiante, e procurar evitar novas quedas. Pedro negou a Cristo três vezes. Confrontado por sua consciência e pelo olhar do Mestre, chorou amargamente, arrependido do seu fracasso (Lc.22.61-62). Passados cinqüenta dias, Pedro estava pregando a respeito da ressurreição de Cristo. Afinal, sua vocação não foi cancelada pelo pecado. No dia de Pentecostes, Pedro estava entre os que foram cheios do Espírito Santo, inaugurando assim a igreja do Senhor Jesus.

O registro dos erros de Pedro são bastante oportunos pois, além de evidenciarem a sinceridade dos escritores bíblicos, servem para derrubar a tese de uma suposta infalibilidade apregoada por alguns.

Tantas falhas deveriam ter sido suficientes para que Pedro não viesse a ser idolatrado por tantas pessoas. Contudo, todos os seus erros não foram bastantes.

O escritor de Atos dos Apóstolos concentrou-se na pessoa e nas obras de Pedro até o capítulo 12. Afinal, foi considerado como uma das "colunas da igreja" (Gálatas 2.9).

Além de ter trabalhado em Jerusalém, atuou também na Babilônia (I Pd.5.13). Não se sabe ao certo se Pedro esteve na Babilônia que ficava às margens do Eufrates, ou se isso foi uma referência velada à cidade de Roma.

Segundo Orígenes, Pedro foi morto sob as ordens do Imperador Nero depois do incêndio em Roma. Sabendo que seria crucificado, Pedro pediu que o fosse de cabeça para baixo, pois não se julgava digno de morrer na mesma posição que o Mestre. A data de sua morte estaria situada entre os anos 64 e 68 d.C.

Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

FESTA DOS ADOLESCENTES -2

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A manifestação do reino de Deus

Em seus ensinamentos, Jesus falava sempre sobre o Reino de Deus. Muitos que o ouviram pensavam que o assunto era de cunho político e perguntavam sobre quando e como se manifestaria tal reino. A um desses questionamentos, Jesus respondeu: "O Reino de Deus não vem com aparência exterior, nem dirão ei-lo aqui ou ei-lo ali, porque o Reino de Deus está dentro de vós." (Lc. 21.17.18).

Assim, Jesus mostrou como ocorre a manifestação do reino de Deus: de dentro para fora. Antes que a vontade de Deus seja feita no mundo e o seu domínio alcance as nações, isto deve ocorrer dentro de nós. Isto significa atitudes, sentimentos e pensamentos moldados de acordo com a vontade de Deus.

Devemos tomar cuidado para que o cristianismo em nossas vidas não seja apenas aparência. Jesus chamou os fariseus de "sepulcros caiados", que, por fora, são bem cuidados mas, por dentro, estão cheios de podridão. Aqueles religiosos gostavam de orar em público, mas não oravam em casa. Se os nossos atos religiosos são praticados nas reuniões da igreja, mas em casa não oramos, não lemos a Bíblia, não louvamos a Deus, isto significa que temos aparência de cristãos mas a nossa essência é questionável.

Paulo advertiu Timóteo sobre pessoas que teriam aparência de zelo espiritual, mas, intimamente, estariam cultivando males terríveis, como o ódio, o egoísmo e a soberba (2 Tm.3.1-6).

O Reino de Deus começa dentro de nós, libertando nossos corações de todo mal.

Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

FESTA DOS ADOLESCENTES -1










domingo, 16 de agosto de 2009

Os sonhos de Faraó

Enquanto José estava na prisão, Faraó teve dois sonhos. No primeiro, viu 7 vacas gordas que representavam 7 anos de fartura e 7 vacas magras simbolizando 7 anos de fome. No segundo sonho, havia espigas com o mesmo significado do primeiro. Era um aviso de Deus.

O Egito, como toda nação da antiguidade, tinha uma economia agrícola. O país se desenvolveu às margens do grande Nilo. Quando o rio transbordava, suas águas alcançavam uma largura de vários quilômetros. E quando retornavam ao seu leito, deixavam irrigadas e fertilizadas as terras atingidas. Esta era a felicidade dos lavradores, pois estava garantida uma produção exuberante. Assim, o povo atribuía ao Nilo toda a glória porque dele vinha o sustento e a grandeza do Egito.

De fato, os egípcios dependiam de Deus, mas não sabiam disso. Deixavam, portanto, de honrá-lo. Além disso, adoravam aos ídolos. Talvez tenha sido esta uma das causas daquela fome que viria sobre a terra, apesar das justificativas naturais que possamos encontrar.

No sonho, as vacas gordas e magras subiam do rio, provavelmente do próprio Nilo. Faraó viu, então, que o rio, por si mesmo, não podia garantir a fartura da nação. Vacas e espigas indicavam a escassez tanto na pecuária quanto na agricultura.

Naquele episódio, todos os deuses do Egito foram desmoralizados, visto que seus magos e adivinhadores sequer conseguiram compreender os sonhos de Faraó, quanto menos poderiam impedir a fome ou sugerir uma solução para a mesma.

Junto com o aviso divino veio a orientação. Deus já tinha providenciado a presença de José para que o problema fosse contornado da melhor maneira possível.

O rei demonstrou tamanha humildade porque, em primeiro lugar, deu crédito ao aviso divino e, em segundo lugar, deu ouvidos ao servo de Deus: José. Se houvesse em Faraó uma atitude de arrogância e prepotência, milhares ou milhões de pessoas teriam morrido por causa da fome, mas a palavra de Deus nos lábios de José foi a garantia de vida para os egípcios e para os povos vizinhos.

Assim, ficou claro que Deus estava no controle da história, sendo o único e exclusivo responsável pela abundância que o Egito conhecia e desfrutava. Quantas vezes deixamos de reconhecer a ação de Deus em nossas vidas! Pensamos que nosso sustento vem de nossas próprias mãos. É verdade que trabalhamos para conseguir o pão, mas sem a bênção divina, nada conseguiríamos. Quantas vezes damos a glória a tantas pessoas, ou a nós mesmos, e nos esquecemos de tributar ao Senhor a glória devida ao seu nome.

Por isso, algumas vezes Deus permite que nossas fontes se sequem, que nossos recursos se acabem. Ele permite problemas e circunstâncias adversas para que voltemos nossa atenção para ele, reconhecendo que dependemos dele em primeiro lugar.

O Senhor nos avisa a respeito de muitos males que podem ocorrer. Alguns são evitáveis, outros não. Deus avisou a Noé sobre o dilúvio. Não havia como evitá-lo, mas, mediante a obediência, as pessoas poderiam sobreviver. Precisamos dar ouvidos ao que Deus diz, dando-lhe o devido crédito. Muitas pessoas ouvem a palavra do Senhor e zombam dela, como se os avisos divinos fossem tolices. Aqueles que crêem na palavra de Deus e a obedecem não estão isentos de problemas na vida, mas conhecerão as instruções divinas para que sejam solucionados. Não serão destruídos por situações negativas, mas verão, em cada uma delas, oportunidade de crescimento.

A fome sobre a terra foi motivo de crescimento para José. Ele se tornou governador sobre a maior potência mundial daquele tempo. Faraó, por sua vez, multiplicou sua riqueza, a ponto de se tornar proprietário de todas as terras e de todo o gado do Egito, exceto as terras dos sacerdotes.

Diante dos problemas, sempre devemos orar. Contudo, em muitos casos, a oração não basta. José não sugeriu a Faraó algum tipo de oração afim de evitar os 7 anos de fome. Sua sugestão envolvia muito trabalho para que o alimento fosse armazenado adequadamente.

Reconheçamos a nossa dependência de Deus, dando a ele toda honra e toda glória. Sejamos gratos pelo sustento que ele nos dá a cada dia. Apesar disso, não podemos negligenciar o trabalho.

Se formos atingidos por algum tipo de necessidade, não vamos recorrer a nenhum deus estranho, a nenhum espírito que não seja o Espírito Santo de Deus. Ele haverá de nos trazer a sua boa palavra. Ela é o nosso principal alimento em todos os momentos, e através dela poderemos crescer até mesmo no meio da crise.


Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

LIÇÃO 07/ A CHEGADA DO ANTICRISTO/ SUBSÍDIOS

A CHEGADA DO ANTICRISTO
Texto Áureo: I Jo. 4.3 - Leitura Bíblica em Classe: I Jo. 2.18-26 II Jo. 1.7

Objetivo: Mostrar que através do conhecimento bíblico é possível discernir os espíritos a fim de saber se eles de fato são de Deus ou do Anticristo.

INTRODUÇÃO
Nos últimos dias o Anticristo será levantado para atuar sobre a terra. Em suas epístolas João fala a respeito do espírito do anticristo que já impera. No início da aula trataremos sobre a revelação geral na escatologia bíblico sobre a figura do anticristo. Em seguida, analisaremos o ensinamento a respeito do anticristo nas epístolas de João. Ao final, mostraremos a relevância do discernimento escriturístico das manifestações espirituais anticristãs.

1. ANTICRISTO, UMA REVELAÇÃO ESCATOLÓGICA
Existem várias passagens bíblicas que nos oferecem um vislumbre da atuação escatológica do anticristo (Dn. 7.24,25; II Ts. 2.3-6; I Jô. 2.18; Ap. 13.1-8). A partir de Dn. 11.36, inferimos que o Anticristo será um homem, guiado por Satanás, que se passará por Deus. Será uma personagem com habilidade para inflamar as massas (Ap. 13.5) e exercer influências sobre as nações. Ele é chamado nos textos bíblicos de Homem da Iniqüidade ou do Pecado (II Ts. 2.3), Chifre Pequeno (Dn. 7.8), Príncipe que há de vir (Dn. 9.27) ou o Assírio (Mq. 5.5). Segundo Paulo, em I Ts. 5.3, o Anticristo providenciará um tempo de prosperidade e paz aparente na terra. João, em Ap. 13.1,17,18 diz que seu número será 666 e que ninguém comprará ou venderá a menos que seja detentor desse número. No período da Tribulação o Anticristo será recebido como dominador dos povos (Jô. 5.43). Ele fará um pacto com Israel que será posteriormente rompido (Dn. 9.27; Mt. 24.15; II Ts. 2.4; Ap. 11.2; 13.1-8). O poder do Anticristo será por fim vencido quando Cristo vier em glória (Dn. 2.34; Mt. 24.30), como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.11-16). Nessa ocasião, o Anticristo e o Falso Profeta serão lançados no Lago de Fogo e Enxofre (II Ts. 2.8; Ap. 19.20).

2. O ESPÍRITO DO ANTICRISTO NAS EPÍSTOLAS DE JOÃO
A palavra específica – anticristo – ocorre na Bíblia somente nas epístolas de João (I Jo. 2.18,22; 4.3; II Jo. 7), ainda que essa temática, conforme demonstramos no tópico anterior, possa ser encontrada em outras passagens. Na escatologia joanina, o aparecimento do anticristo é uma demonstração da proximidade do fim. O Apóstolo argumenta que, embora seja fato que vem o anticristo, como ouvistes, contudo, já agora muitos anticristos têm surgido. Isso quer dizer que o espírito do anticristo” já está em ação no mundo (I Jo. 4.3). Esse anticristo é um adversário de Cristo que se opõe ao Senhor Jesus. Essa oposição é manifestada através da negação dos ensinamentos de Cristo e respaldada em argumentos humanos. Certamente João está se referindo aos hereges que se instauraram no seio da igreja. A proteção contra esses anticristos está na “unção” (v. 20) recebida de Deus. Essa unção se refere ao Espírito Santo (I Co. 1.21,22). A iluminação do Espírito Santo, na direção da Palavra, é o antídoto contra o veneno dos falsos mestres. A gnosis – conhecimento – cristã está fundamentada no Espírito da Verdade, cujo fundamento é a Escritura, a Palavra de Deus (Cl. 1.28). O Espírito confirma pela Palavra a verdade que os cristãos já sabem (Rm. 15.14,15). Aqueles que conhecem a verdade não se deixam enganar pelo espírito da mentira (Jo. 8.44).

3. O DISCERNIMENTO DO ESPÍRITO DO ANTICRISTO
Em I Jo. 4.1, o Apóstolo recomenda aos cristãos que discirnam os espíritos a fim de saber se esses procedem de Deus ou se são falsas profecias. O verbo grego aqui utilizado é dokimazo e significa testar, examinar, provar e verificar. O espírito do anticristo já opera no mundo, até mesmo dentro de algumas igrejas. Diante de tal realidade, o discernimento desse espírito é condição necessária para a bem estar espiritual. A apologética – a defesa da fé – depende de duas armas com as quais os crentes precisam saber lidar: 1) a Palavra de Deus – isso diz respeito ao evangelho, aos ensinamentos expostos pelos apóstolos (I Jo. 2.22). A esse respeito, atentemos para a recomendação de Paulo a Timóteo. Não devemos nos apartar daquilo que fomos ensinados na Bíblia. A Escritura divinamente inspirada por Deus é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça e para que o homem e a mulher de Deus sejam perfeitos e perfeitamente instruídos para toda boa obra (II Tm. 3.14-17); 2) o Espírito Santo – somente os ensinamentos apostólicos não são suficientes para os crentes permanecerem na verdade. É o Espírito Santo quem instrui os cristãos pela Palavra. Não existe outro ensinamento necessário à igreja de Cristo, não precisamos de ensinamentos humanos, pois recebemos dos apóstolos, através da inspiração do Espírito, a revelação de Deus (I Jo. 2.27; II Pe. 1.20,21).

CONCLUSÃO
No período da Tribulação o Anticristo estabelecerá seu governo literal sobre a terra. Enquanto isso não acontece, seu espírito impera já através do sistema mundano. A igreja de Jesus precisa estar atenta às manifestações do espírito do anticristo. O investimento no ensinamento da Palavra de Deus, sob a orientação do Espírito Santo, é o antídoto necessário para responder com sabedoria e mansidão (I Pe. 3.15) contra toda doutrina que venha de encontro à fé que uma vez foi entregue aos santos (Jd. 1.3).

BIBLIOGRAFIA
BOICE, J. M.
As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
STOTT, J. R. W.
I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

terça-feira, 11 de agosto de 2009







O PODER DAS PALAVRAS – MITO OU REALIDADE?

Somos capazes de criar alguma coisa apenas pela força das palavras? A confissão positiva garante êxito e prosperidade? Algumas pessoas ensinam que basta falar com fé para que algo, bom ou mau, aconteça. Existe um fundamento bíblico para isso ou é apenas uma espécie de superstição?

As palavras boas são saudáveis e podem contribuir para o bem, mas não podemos superestimar seus efeitos. Seria como plantar uma semente de laranja e esperar que nasçam melancias.

ASPECTOS NATURAIS

Em geral, as palavras têm vários tipos de poder. Se não fosse assim, elas seriam inúteis, mas isto não significa que sejam mágicas. O empregado não terá aumento salarial apenas por declarar isso com fé. Fará melhor se orar nesse sentido e conversar com seu patrão.

É grande o poder da comunicação. As palavras conduzem idéias que podem mudar o mundo. Trata-se de algo muito poderoso, mesmo que não envolva, necessariamente, alguma força mística. As palavras expressam o pensamento e induzem à ação.

Podem ser armas destrutivas ou ferramentas para a edificação devido à sua influência psicológica, moral e social. O que é dito ofende, motiva, desanima, agrada e engana; cria vínculos e causa guerras; muda o comportamento e influencia o caráter. Um "sim" ou um "não" mudam o rumo da história, geram a vida e provocam a morte (Pv.18.21).

A palavra certa é desejável, mas nem sempre suficiente (IJo.3.18). Importam, muito mais, os fatos advindos da decisão declarada, com coerência e acerto (Mt.21.28-30). Afinal de contas, promessas não cumpridas podem produzir decepções (ou alívios).

“Assim falai e assim procedei” (Tg.2.12). As palavras acompanhadas de ação são as mais poderosas e eficazes. A preguiça inutiliza muitas declarações de fé. Se uma palavra tem poder ou não, depende, muitas vezes, de ser verdadeira ou falsa. A verdade tem poder. A mentira, em princípio, não tem, a não ser que alguém acredite nela. A fé pode atribuir algum poder a uma palavra, mesmo no âmbito natural. Por exemplo: se alguém, dentro de um prédio, gritar: - Fogo! Fogo! Fogo! - muitos sairão correndo. Então, aquela palavra tem o poder de movimentar as pessoas. Pode até ser uma mentira, mas alguém acreditou e agiu.

ASPECTOS ESPIRITUAIS

A palavra de Deus também opera através da fé, mas não apenas por meio dela. Quando Deus disser algo e a ação humana for necessária, a fé também será (Rm.10.17; Heb.4.2).

A palavra do Diabo também pode provocar alguma coisa, desde que alguém creia. Foi o que aconteceu com Eva, no dia da tentação. Colocou fé na afirmação do Diabo e agiu de acordo com ela (Gn.3). Então, aquela palavra mentirosa teve poder destrutivo, com base no engano e na persuasão.

A poder da palavra de Deus vai além de tudo isso, porque, em muitos casos, não depende do homem. O melhor exemplo está em Gênesis 1. Deus falou e tudo surgiu.

Entretanto, a palavra de Deus não funciona de modo independente dele. A citação bíblica nem sempre leva aos resultados esperados, porque a bíblia não é receita culinária nem manual técnico, mas um histórico e regulamento das relações de Deus com o homem em diversas épocas e situações. Antes de esperar determinado efeito de um trecho das Escrituras, precisamos saber a quem foi dirigida aquela frase específica, seja ordem, proibição ou promessa (João 10.35). Se ela nos diz respeito, terá poder e ação em nossas vidas, caso contrário, não. Tomar uma palavra dita a um personagem bíblico qualquer e querer que ela funcione para mim, pode ser semelhante à utilização de uma receita médica prescrita para outra pessoa. Todavia, grande parte das Escrituras se aplica à igreja em todos os tempos, sendo, portanto, aplicável de modo direto em nossas vidas. Quanto ao restante, haveremos de tirar proveito apenas dos princípios morais e espirituais ali contidos, sem que isso implique na ocorrência de algum milagre.

A PALAVRA HUMANA

O poder de uma palavra pode variar também de acordo com a pessoa que está falando. Uma palavra do presidente da república pode derrubar as bolsas de valores. Por outro lado, alguém pode passar a vida inteira gritando a mesma palavra na praça pública sem produzir coisa alguma por se tratar de uma pessoa desconhecida e sem influência.

Em se tratando de questões sobrenaturais, as palavras só terão efeito se forem atendidas por alguém no mundo espiritual. Nessa categoria, podemos citar as orações, as bênçãos e as maldições.

Se o crente fala a palavra de Deus, de acordo com a vontade de Deus, terá o poder de Deus em ação. Se declararmos o que a bíblia afirma, dentro do contexto apropriado, podemos fazê-lo com segurança e fé. Na porta do templo, Pedro mandou que o aleijado se levantasse. Ele começou a andar imediatamente. É o exemplo de um cristão falando uma palavra poderosa. Entretanto, se qualquer crente sair mandando os aleijados se levantarem, isto vai funcionar? Nem sempre. Depende do dom que Deus deu a cada um. Alguns têm o dom de curar, outros não (ICo.12.9,30).

Até mesmo o poder do nome de Jesus não está nas letras ou no som, mesmo que seja falado em hebraico ou grego, como querem alguns. O mais importante é a existência de um relacionamento com ele, de tal forma que a citação do seu nome seja algo legítimo, autorizado e eficaz.

Deus mandou que Ezequiel profetizasse vida sobre os ossos secos e eles ressuscitaram. Se Deus não mandasse, a palavra de Ezequiel não teria efeito algum. A bíblia apresenta alguns episódios em que o homem falou e algo aconteceu, embora o texto não mencione uma ordem direta de Deus. Contudo, em todos os casos, os protagonistas eram pessoas que tinham um relacionamento íntimo com o Senhor, geralmente profetas. Não podemos garantir que não tenham recebido uma orientação celestial, nem podemos fazer de tais exemplos uma regra ou doutrina para nós.

Quando Jesus falou em ordenar que o monte se lance ao mar (Mc.11.23), ele queria que alguém fizesse isso mesmo? É claro que não. Trata-se apenas de um exemplo, uma ilustração para o ensinamento seguinte sobre a oração (Mc.11.24). Se quisermos tomar as palavras de Cristo literalmente, em qualquer situação, deveremos, não apenas remover as montanhas, como também arrancar o olho direito (Mt.5.29), comer a carne de Jesus (Jo.6.54), e esperar que ele reconstrua o templo judaico em 3 dias (Jo.2.19).

Algumas pessoas acham que uma palavra negativa tem o poder de destruir uma vida. Pode até acontecer, mas vai depender de muitos fatores. O indivíduo precisa ouvir, aceitar, acreditar e viver de acordo com o que foi dito. Se eu amaldiçoar um servo de Deus, alguém que seja fiel ao Senhor, minha palavra não terá efeito algum porque “a maldição sem causa não se cumpre” (Pv.26.2). Da mesma forma, se eu abençoar alguém que não quer a bênção, de nada adiantará. “Visto que amou a maldição, que ela lhe sobrevenha! Como não desejou a bênção, que ela se afaste dele” (Salmo 109.17).

Enfim, o poder das palavras humanas existe, mas está condicionado a muitos fatores. Todavia, “a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Heb.4.12).

“A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade. A voz do Senhor quebra os cedros; sim, o Senhor quebra os cedros do Líbano. Ele faz o Líbano saltar como um bezerro; e Siriom, como um filhote de boi selvagem. A voz do Senhor lança labaredas de fogo. A voz do Senhor faz tremer o deserto; o Senhor faz tremer o deserto de Cades. A voz do Senhor faz as corças dar à luz, e desnuda as florestas; e no seu templo todos dizem: Glória!” (Salmo 29.4-9).


Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.
Professor do Steb - Seminário Teológico Evangélico do Brasi

 
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