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sábado, 29 de maio de 2010
VASOS DE HONRA
Utensílios disponíveis para o serviço na casa do Senhor.
A bíblia nos compara aos vasos de barro preparados pelo oleiro por meio de um processo transformador que vai além da aparência, afetando o caráter e o modo de vida (Jr.18.6). Tal é o resultado da ação de Deus em nós, que começa até mesmo antes da conversão (At.9.15).
Depois de moldado, o vaso não se destina à ornamentação da casa do Senhor. Para ser útil, ele precisa estar limpo e sempre envolvido com três experiências: receber, encher-se e servir.
RECEBER
A mentalidade das pessoas está tão voltada para o materialismo, que o verbo "receber" tem sido relacionado quase sempre ao dinheiro. Se alguém diz: "Eu recebo no dia 10", ninguém tem dúvida de qual seja o objeto oculto na frase. Contudo, precisamos ver além dos limites financeiros da nossa vida. Ainda que tenhamos todo o dinheiro do mundo, ele não substitui os valores mais importantes da nossa existência.
O vaso na casa de Deus precisa receber, encher-se e servir. Precisa receber porque não pode ser a origem do seu próprio conteúdo. O que temos não vem de nós mesmos (IICor.2.5). Disse o apóstolo Paulo: "Eu recebi do Senhor o que também vos entreguei" (I Co.11.23).
Não podemos inventar doutrinas. Não podemos simular espiritualidade nem tentar imitar a performance ministerial de outros homens de Deus. Seria como fogo estranho sobre o altar (Lv.10.1).
Não sejamos falsos profetas, que nada receberam, mas estão profetizando.
Precisamos receber de Deus e não de qualquer fonte. Cuidado com o conselho dos ímpios (Salmo 1) e com as ofertas tentadoras que nos cercam (Mt.4.1-11).
Precisamos receber o quê? Apenas bênçãos materiais? Só coisas que atendem aos nossos desejos pessoais? Não. Não podemos transformar o evangelho em um conjunto de técnicas a serviço do ego. Deus pode nos dar coisas, e ele nos tem dado, mas não percamos de vista aquilo que é o mais importante.
Todo ser humano precisa (se ainda não o fez):
1- Receber o Senhor Jesus Cristo como Salvador.
"Ele veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome" (João 1.11-12).
Receber Jesus como Salvador é um ato de fé, confirmado por uma manifestação pública. É acreditar, decidir e manifestar essa decisão por meio de uma oração e, se possível, confissão verbal.
"Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação" (Rm.10.9-10).
2- Receber o Espírito Santo e ser por ele batizado.
"E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo" (João 20.22).
Aquele fato não poderia ter acontecido antes da morte e ressurreição do Mestre. Para os cristãos da atualidade, entretanto, não é necessário um intervalo entre a conversão e o recebimento do Espírito. Paulo disse que "se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele" (Rm.8.9). Logo, todo convertido recebeu o Espírito Santo quando aceitou Jesus como salvador. O batismo com o Espírito, porém, é outra experiência, também conhecida como "revestimento de poder" (Lc.24.49).
Os apóstolos receberam o Espírito Santo quando Jesus assoprou sobre eles (João 20.22), mas o batismo só aconteceu no dia de Pentecoste (Atos 2).
3- Receber a Palavra de Deus.
"Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas" (Tg.1.21).
O vaso não pode conter tudo ao mesmo tempo. Se a palavra entra, a imundícia tem que sair, mas isso depende também da vontade de cada um.
Geralmente, começamos a receber a palavra antes de aceitar o Senhor Jesus. Afinal, este é o modo padrão de se obter conhecimento sobre nossas necessidades espirituais. Depois de convertidos, precisamos ainda mais da palavra a cada dia.
O Senhor nos deu a bíblia, mas muitos cristãos não a lêem. Isso nos faz lembrar o que Deus disse a respeito de Israel por meio do profeta Oséias:
"Escrevi-lhes as grandezas da minha lei, mas isso é para eles como coisa estranha" (Os.8.12).
Não podemos desprezar a palavra de Deus, pois ela é o alimento para as nossas almas. Abster-se da alimentação é uma ótima atitude para quem quer adoecer e morrer.
É preciso tomar cuidado com o que aprendemos da filosofia, sociologia, antropologia, psicologia e outras áreas do conhecimento humano. Podemos examinar e utilizar tudo isso, mas a nossa mensagem deve ser bíblica em sua essência e propósito. Tal deve ser também nosso modo de pensar e viver.
Todo aquele que se considera um vaso nas mãos de Deus precisa receber o que Deus quer lhe dar. Isso implica em uma atitude de humildade, reconhecendo nossa necessidade espiritual. Nenhum de nós pode se considerar sabedor de todas as coisas, como se fosse auto-suficiente. Tais atributos pertencem exclusivamente a Deus.
O vaso de honra precisa colocar-se diante de Deus em atitude receptiva, sem tampa, sem bloqueios, assim como um copo é colocado sob a torneira aberta para receber água limpa.
Para que recebamos algo de Deus, precisamos nos colocar aos seus pés, como fez Maria, irmã de Lázaro (Lc.10.39). Isso requer tempo dedicado ao Senhor. Essa atitude deve ser constante para que sejamos renovados em sua presença.
ENCHER-SE
O vaso precisa se encher de todo o precioso conteúdo determinado pelo Senhor. Precisamos que Deus ocupe todos os espaços da nossa vida. Assim, não seremos vazios nem cheios de coisas ruins.
"Não vos embriagueis com vinho, no qual há contenda, mas enchei-vos do Espírito Santo" (Ef.5.18).
"A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração" (Col.3.16).
Um pouquinho de unção ou da Palavra não basta. Ler um versículo bíblico não basta. Deus tem mais. Não podemos ser econômicos na utilização dos recursos espirituais disponíveis.
Essa plenitude é resultado da dedicação já mencionada. Quanto mais nos dedicarmos ao Senhor, em oração, leitura bíblica, adoração e santidade, maior será a manifestação de sua glória em nós. Tal foi a experiência de Moisés. Depois de ter ficado 40 dias na presença de Deus no monte Sinai, seu rosto brilhava, refletindo a glória do Senhor (Ex.34.29).
"Unges a minha cabeça com óleo e o meu cálice transborda" (Salmo 23.5).
Com dedicação ao Senhor, nossa necessidade espiritual será suprida. Nosso vaso será cheio e transbordará. Muitos querem abundância de recursos materiais. Tudo bem, isto é possível e pode ser bênção, mas esta não é a prioridade do Senhor Jesus nem do evangelho.
SERVIR
O vaso não pode apenas receber e guardar. Ele precisa, no tempo certo, fornecer o seu conteúdo para suprir as necessidades alheias. Caso contrário, haverá perda daquilo que lhe foi confiado.
Precisamos transmitir, compartilhar, o que Deus nos deu. Não podemos ser dominados pelo egoísmo dizendo: "Se Deus me deu, é meu!" Não. Fomos chamados para servir. Compartilhe a palavra, a unção e outras bênçãos do Senhor.
O vaso que compartilha, terá sua medida completada novamente. Habilite-se a receber mais. "Dai e ser-vos-á dado" (Lc.6.38).
Sejamos como aquelas talhas das bodas de Caná, que foram cheias de água e colocadas à disposição de Jesus. Pelo poder de Deus, a água foi transformada em vinho, que foi servido para que a festa continuasse.
Quando nos colocamos nas mãos do Mestre, prontos para sermos usados, seremos instrumentos dos seus milagres para que muitas vidas sejam alcançadas para o reino de Deus.
Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
Postado por Assembléia de Deus 5 dejulho às 17:34 0 comentários
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Parabéns ao Pastor Francisco Libório
Que as ricas e poderosas bençãos de Deus sejam constantes em sua vida e em seu ministério.
Postado por Assembléia de Deus 5 dejulho às 13:35 0 comentários
LÓGICA E FÉ
LÓGICA E FÉ -
Movidos pela razão, alguns repreendem o próprio Deus.
Embora houvesse tantas profecias a respeito da vinda e das ações de Cristo, ele conseguiu surpreender a todos.
Os magos do oriente, por exemplo, esperavam que o rei dos judeus nascesse no palácio real, não em uma estrebaria.
João Batista também foi surpreendido por Cristo. Ele havia dito: "Eu vos batizo com água, para arrependimento, mas aquele que vem após mim... vos batizará com o Espírito Santo e com fogo" (Mt.3.11). Sua profecia foi perfeita e esta era a expectativa de João. Entretanto, Jesus chega e entra na fila para ser batizado. João quis impedi-lo, dizendo: "Eu careço de ser batizado por ti e vens tu a mim"? (Mt.3.14). O raciocínio de João foi perfeito. Ele sabia que era um pecador e que precisava ser batizado, e que o mais "correto" seria que Cristo, que não tinha pecado, o batizasse.
Notamos que João usou a razão para resolver um assunto espiritual, mas não alcançou os pensamentos de Deus. É lógico que não poderia alcançar, mas muitas pessoas colocam seu raciocínio como máxima instância para tudo em suas vidas, deixando de lado a palavra de Deus e a fé.
Jesus não disse que João estava errado. Apenas respondeu-lhe: "Deixa agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu" (Mt.3.15).
É importante lembrar que João nunca viu Jesus batizar alguém com o Espírito Santo, como ele havia predito. Então, as coisas podem ter ficado um pouco confusas para ele.
Vejamos outra cena que mostra o confronto entre a lógica humana e os propósitos de Deus:
Quando Jesus disse que deveria ir a Jerusalém para morrer e ressuscitar, isto foi demais para a mente dos discípulos. Naquele momento, Pedro concluiu que Jesus estava errado, e começou a repreendê-lo, dizendo:
"Tenha Deus compaixão de ti, Senhor; isso de modo nenhum te acontecerá. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não estás pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são dos homens" (Mt.16.21-23).
Pedro ainda não havia se convertido (Lc.22.32), e sua razão era, eventualmente, usada por Satanás. Não é o que acontece com muitas pessoas ainda hoje?
"Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus" (ICo.1.18).
Em outra ocasião, Jesus, tomando a toalha e uma bacia com água, começou a lavar os pés dos discípulos. Aquilo foi surpreendente para todos. Pedro, como sempre, não conseguiu ficar calado, e tentou impedir o Senhor de lavar-lhe os pés. O Mestre, porém, lhe disse: "Se eu não te lavar os pés, não tens parte comigo". Então, ele permitiu (Jo.13.8).
Muitas outras vezes, Jesus contrariou ou superou todas as expectativas, principalmente quando realizava seus milagres.
Nós também, em nossa caminhada com Deus, não devemos pensar que ele agirá dentro da previsibilidade da lógica humana. Muitos filhos do Senhor estão questionando as ações divinas. Por quê isso? Por quê aquilo? Quantos se revoltam contra Deus por não entenderem seus desígnios? Vamos resistir à sua vontade? Somos mais sábios do que ele? O caco de vaso vai repreender o oleiro? (Is.45.9; Rm.9.20-21). De modo nenhum.
Diante de tantos fatos incompreensíveis em nossas vidas, vamos nos prostrar perante o Senhor, em atitude de adoração, como fez Jó (1.20), sabendo que coisa alguma foge ao seu controle. Precisamos nos render aos seus pés, dizendo como Maria: "Cumpra-se em mim conforme a tua palavra" (Lc.1.38). Nem sempre vamos compreender, mas é preciso obedecer.
A lógica humana, embora seja excelente e muito útil, está limitada pelo conhecimento que possuímos. Deus vê além. Ele sabe de todas as coisas, e fará com que elas cooperem juntamente para o bem daqueles que o amam (Rm.8.28).
Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
Postado por Assembléia de Deus 5 dejulho às 13:22 0 comentários
segunda-feira, 5 de abril de 2010
O BEZERRO DE OURO
Estava tudo errado, mas parecia perfeito.
Quando Moisés subiu ao monte Sinai para receber as tábuas da lei, o povo ficou lá embaixo, aguardando o seu retorno. Depois de alguns dias, os israelitas, já impacientes, avaliaram a situação e concluíram que Moisés não voltaria mais. Então, pediram que Aarão lhes fizesse um ídolo que os guiasse (Ex.32.1). É possível que estivessem se sentindo abandonados, desamparados, mas isso demonstrava que o povo não tinha consciência da presença de Deus.
Israel estava vivendo um período de transição no deserto, entre o Egito e Canaã. A escravidão ficara para trás, mas a terra da promessa ainda não era realidade. Esse ponto da jornada, quando as coisas parecem indefinidas, torna-se perigoso.
Enquanto Moisés estivesse no monte, o povo deveria apenas esperar, com fé e fidelidade. Não era tempo de agir nem avançar. Contudo, a avaliação humana produziu uma iniciativa infeliz. Precisamos tomar cuidado com a nossa impaciência. A pressa pode causar precipitação. O tempo de Deus é diferente do tempo dos homens.
A liderança.
Naquele dia, os israelitas manifestaram a necessidade espiritual que todo homem possui. Queriam algo para adorar, mas esse desejo legítimo transformou-
O obra maldita.
Aarão recolheu uma grande oferta. O povo mostrou-se unido, participativo e disposto a contribuir (como muitas vezes não se vê), trazendo as jóias de ouro das mulheres, dos filhos e das filhas (Ex.32.6). O pecado sempre prejudica a família toda. Parte do que poderia ser usado na construção do tabernáculo foi desviado para o mal.
Observa-se naquele episódio um povo com propósito, com recursos, com meta definida, com uma idéia colocada em prática. Contudo, estavam fora do propósito de Deus. Ao invés de edificarem o tabernáculo, conforme a ordenança divina (Ex.25.8), estavam trabalhando numa obra maldita, usando seus bens, tempo e talentos contra a vontade do Senhor.
Entre tantos ídolos que poderiam ser feitos, por quê foi escolhido um bezerro de ouro? Isso mostra que a cultura egípcia ainda dominava a mente daquele povo, assim como pode se manifestar a mentalidade mundana dentro da igreja hoje. A estátua do boi, no Egito, representava o deus Ápis.
Por quê fazer uma imagem? Para atender a necessidade que o homem tem de algo para ver e tocar. Esta é a condição daqueles que vivem por vista e não por fé. Na história do povo de Deus, vemos que o Senhor permitiu e ordenou a utilização de objetos sagrados, mas nunca como representação da divindade. Não poderia haver uma imagem que representasse Deus (ou deuses).
Aquele ídolo assemelha-se às imagens sacras da atualidade, perante as quais os devotos se prostram em adoração. Ao fazer isso, o povo de Israel cometeu o pecado da idolatria, abandonando o verdadeiro Deus.
O ídolo.
Aquele bezerro de ouro devia ser impressionante, belo, brilhante, reluzente, além de possuir grande valor financeiro. Sua figura representava a força e a fertilidade animal. A aparência poderia ser perfeita, mas não havia ali a essência divina. Estava estabelecida a adoração aos valores materiais, às riquezas, ao dinheiro e a tudo aquilo que satisfaz aos olhos. Muitas religiões apelam para a ostentação visual para compensar seu vácuo espiritual.
Apesar de toda beleza, não havia vida naquele bezerro. Esta é uma das diferenças entre o verdadeiro Deus e as imagens dos ídolos. A respeito delas, escreveu o salmista:
"Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam" (Sal.115.4-8)
Como Israel podia adorar a um bezerro que precisou ser criado por mãos humanas? Um bezerro inerte e inútil que precisaria de ajuda para se locomover pelo deserto. Assim são os ídolos feitos de metal, madeira, pedra, gesso, argila, papel, etc.
O bezerro seria um peso inútil, uma carga desnecessária para Israel, exigindo um esforço inglório e tornando mais lenta a caminhada. Deus não permitiu que ele fosse levado em procissão pelo deserto, mas quantos estão carregando em suas vidas os malditos ídolos que construíram? Muitos estão transportando o fardo das consequências de suas transgressões contra Deus, e isso lhes impede de avançar em suas jornadas.
Se o problema da idolatria estivesse restrito à ausência de vida das coisas adoradas, estaríamos perante algo pouco complexo. Contudo, a bíblia nos ensina que os demônios se identificam com os ídolos e passam a receber as oferendas a eles destinadas (ICo.10.20).
Apresentando a estátua ao povo, Aarão disse: "Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito" (Ex.32.4). Além de proferir uma mentira absurda, Aarão estava dando ao bezerro a glória que pertencia ao Senhor. Cometemos o mesmo pecado, quando pensamos que o nosso êxito é fruto dos nossos recursos financeiros ou da nossa própria capacidade. Desviamos a glória de Deus, quando atribuímos ao emprego, à família ou a qualquer coisa ou pessoa os méritos pelo que há de bom em nossas vidas. Muitos contribuem para o nosso bem, mas a glória pertence somente ao Senhor. Muitos são os canais, mas a nossa fonte é Deus.
Maldito foi aquele dia na história de Israel, quando o povo adorou a uma imagem da criatura em lugar do criador (Rm.1.25). O primeiro mandamento havia sido transgredido (Ex.20.1), bem como o segundo e o terceiro. Israel haveria de violar toda a lei de Deus. Aquele era apenas o começo.
A festa.
Quando o ídolo ficou pronto, Aarão disse: "Amanhã, faremos uma festa ao Senhor" (Ex.32.5), como se fosse possível servir a dois senhores, misturando o santo e o profano, a luz e as trevas.
No dia seguinte, Israel realizou um grande culto pagão. Estava tudo errado, mas parecia perfeito. Aquela celebração estava repleta da alegria temporária que o pecado proporciona. Muitos ímpios parecem felizes, tanto quanto alguém que tem um câncer mortal, mas ainda não sabe. É apenas uma questão de tempo.
A vinda de Moisés.
Os israelitas não sabiam o dia do retorno de Moisés, embora estivesse bem próximo. No alto do monte Sinai, Deus lhe disse: "Tenho observado este povo, e eis que é povo de dura cerviz" (Ex.32.9). Deus está vendo tudo o tempo todo e, por motivos como aquele, sua ira se acende como fogo consumidor. A idolatria é um dos pecados que mais ofendem a Deus. Trata-se de uma abominação, algo nojento e execrável.
Então, Deus desejou destruir Israel, mas Moisés intercedeu pelo povo (Ex.32.11). Da mesma forma, Jesus está diante do Pai intercedendo por nós (Is.53.12). Muitos pensam que ele não voltará mais, assim como aquele povo pensava.
Quando menos esperavam, no meio da festa maligna, quando cantavam despidos diante do bezerro de ouro (aquilo era um verdadeiro carnaval), Moisés chegou e surpreendeu a todos.
Temos ali um quadro comparável à segunda vinda de Cristo. Como seremos encontrados quando ele chegar?
Moisés ficou irado contra o povo. Em seguida, ocorreu uma cena de juízo e execução.
A destruição do bezerro.
Não era de se esperar que Moisés, descendo do monte, dissesse: "Que coisa mais linda esse bezerro! Deve valer um milhão. Parabéns, Aarão. Você é um artista".
Ele poderia então, numa atitude bem discreta, respeitar a fé daqueles adoradores. Afinal, "religião não se discute". Nada disso! Moisés não seria conivente com aquele pecado.
Uma ação enérgica precisava ser realizada. Então, Moisés resolveu destruir o bezerro de ouro. O prejuízo seria grande, mas não havia alternativa. Ele não poderia ser guardado, vendido nem doado. Israel ficaria um pouco mais pobre. Esta seria uma das consequências daquele pecado. Algumas perdas são necessárias e inevitáveis.
O bezerro, mesmo sendo uma obra de arte, não foi poupado. Foi reduzido a pó e misturado à água que Moisés deu ao povo para beber. Sua contribuição preciosa voltou e eles seriam obrigados a engoli-la. Assim também, os males praticados voltam contra os seus autores.
A destruição dos idólatras.
Muitos adoradores do bezerro também voltaram ao pó naquele dia, assim como aconteceu ao ídolo.
"Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos os que neles confiam" (Sal.115.8).
A pena de morte aplicada naquele dia nos deixa perplexos. Contudo, uma penalidade branda enfraqueceria o tom de gravidade demonstrado pelo texto bíblico. Deus não poderia admitir tamanha corrupção no meio de Israel. Além disso, precisaria ficar bem clara a mensagem de que "o salário do pecado é a morte" (Rm.6.23). Ainda hoje, muitas vidas são ceifadas antes do tempo porque as pessoas se afastam de Deus e servem aos ídolos. Pior do que a morte física será a morte eterna que recairá sobre aqueles que não se converteram ao caminho da justiça.
A corrupção de Israel passou por fases distintas. No início tudo parecia bem. Houve até festa. Depois, terminou mal. As famílias contribuíram com alegria. Depois, muitos familiares morreram.
Em que momento você está vivendo? Se chegasse alguém para repreender o povo no meio da festa, seria considerado um tolo. Afinal, todos estavam "felizes". Contudo, precisamos despertar antes que seja tarde demais. É preciso que façamos um exame de consciência, reconhecendo os ídolos que porventura existam em nossas vidas. Ainda é tempo de arrependimento e mudança. É necessário um posicionamento como o dos levitas, que escolheram servir e adorar apenas ao verdadeiro Deus. Estes foram poupados e perdoados. Por sua escolha, escaparam da ira divina e se refugiaram na misericórdia.
Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
Postado por Assembléia de Deus 5 dejulho às 09:25 0 comentários
sexta-feira, 2 de abril de 2010
A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA
A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA -
A morte do cordeiro marca o início de uma nova vida.
Os israelitas permaneceram no Egito durante 430 anos (Ex.12.40). Na maior parte desse tempo, o povo viveu na escravidão. Além de todo o sofrimento que lhes era imposto, os últimos dias tinham sido muito conturbados pela ocorrência das pragas que Deus realizara. E mais uma estava por vir: a morte dos primogênitos. Esta seria a pior de todas as calamidades recentes.
O relato do Êxodo nos mostra um cenário "apocalíptico"
Em meio a tudo isso, Moisés ordenou que cada família tomasse para si um cordeiro e o sacrificasse. O sangue do animal deveria ser aspergido sobre os umbrais das portas. Dentro de casa, os familiares deveriam comer a carne, com pães asmos e ervas amargas. Esta seria a "páscoa do Senhor" (Ex.12.11).
Naquela noite, um anjo mataria todos os primogênitos egípcios. Ele poderia matar também os israelitas, mas não entraria nas casas onde houvesse o sinal do sangue indicando que, ali, a morte já havia sido executada. O cordeiro teria morrido no lugar do primogênito. Este foi o plano de salvação elaborado por Deus. O castigo deveria ser executado, mesmo que fosse sobre um substituto.
O povo não questionou a ordem nem pediu explicações. Deveria apenas obedecer, pois disso dependiam muitas vidas.
A celebração teria ritmo de urgência. Chegou o dia decisivo. Foi estabelecido o toque de recolher para Israel. Todos em casa! Nenhum compromisso justificaria a ausência de qualquer membro da família. Não haveria outra forma de se livrarem da ameaça de morte. Era o cordeiro ou nada mais. Aquela seria também a única chance de livramento da escravidão. Ninguém poderia adiar o sacrifício ou a refeição que o seguia.
Aqueles animais, puros e inocentes, simbolizavam o "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1.29). Cristo, o primogênito do Pai (Rm.8.29) foi levado como cordeiro mudo ao matadouro (At.8.32). Mesmo sem merecer, morreu na cruz para que nós, merecedores da morte, pudéssemos viver eternamente. Não foi por coincidência que Jesus morreu durante a páscoa (Mt.26.2), no horário da tarde (Ex.12.5; Mt.27.46) e, à semelhança dos cordeiros pascais, nenhum de seus ossos foi quebrado (Ex.12.46; João 19.36).
Não existe outro meio de salvação para as nossas almas (At.4.12). Não podemos perder a definitiva manifestação da graça divina na pessoa de Jesus Cristo.
O sangue de Jesus é o sinal que nos diferencia daqueles que estão perdidos. Não somos melhores do que eles, mas temos a marca do compromisso com aquele que garante a nossa redenção. Aleluia! Pelo sangue fomos comprados, purificados e protegidos.
"Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado" (ICo.5.7).
Enquanto a carne era comida no interior da casa, o sangue era visível do lado de fora, como testemunho público diante dos homens e dos anjos. Nossa aliança com Cristo não é secreta. A todos deve ser notória. Os que passarem saberão que o Cordeiro está conosco. Nós o recebemos em nossas casas e em nossos corações. Temos nos alimentado da sua carne (João 6.53; Mt.26.26) e o que somos tem sido transformado pela sua presença em nós.
Naquela noite, egípcios e israelitas tiveram experiências com Deus. Para uns, juízo, para outros salvação. O mesmo Deus que condenou os primogênitos da nação ímpia preservou os filhos de Israel. Para os condenados, pode ter ficado uma imagem negativa de Deus. Para os salvos, ficou a certeza de que Deus é bom e gracioso.
É o que acontece ainda hoje: as pessoas vão desenvolvendo idéias positivas ou negativas sobre Deus, embora ele seja um só. A diferença ocorre pela posição que cada pessoa toma diante do Senhor. Quem rejeita o Cordeiro enfrentará o anjo da morte. Os egípcios fizeram sua escolha quando, mesmo diante das pragas, permaneceram na idolatria.
A páscoa judaica era uma festa familiar, momento de comunhão. Em cada casa, um cordeiro precisava ser morto. Era uma honra e uma responsabilidade de cada lar, sendo concedida a permissão para que os vizinhos se unissem na mesma casa. Assim também, é necessário que cada família seja alcançada pela obra redentora de Jesus Cristo. Contudo, a decisão é individual. No caso dos israelitas, cada pessoa precisava permanecer dentro da residência durante a celebração (Ex.12.22). Aquele que saísse encontraria o anjo da morte.
Fato curioso é que, durante a páscoa celebrada por Jesus com seus discípulos, Judas Iscariotes retirou-se do recinto (João 13.30) e morreu algumas horas depois. O grande problema não seria sair de casa, mas rejeitar o cordeiro. Judas rejeitou.
Enquanto os egípcios choravam a perda de seus filhos, os israelitas realizavam a refeição pascal, ao fim da qual foi ordenado que saíssem do Egito. Era chegada a hora da libertação.
A morte do cordeiro lhes garantiria uma nova vida. Era o fim da escravidão. Chegou o dia de dar adeus ao Egito. Isto também significava renúncia, pois nem tudo era ruim naquele lugar (Nm.11.5).
Os filhos de Israel não poderiam ficar nem mais um dia ali. Não seria aceitável que algum deles dissesse: "Podem ir andando, que eu vou depois. Visitarei as pirâmides e despedirei de alguns amigos."
Os israelitas não poderiam ser turistas onde foram escravos. Quem servia a Faraó e foi liberto não pode ter nenhum tipo de relação com ele. Se o israelita não lhe parecer útil, será morto pelo inimigo.
Aqueles que se entregam a Cristo e o recebem como Salvador são libertos do reino das trevas e precisam renunciar aos seus prazeres ilícitos. Quem é livre não pode permanecer no território do inimigo.
"Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que abunde a graça? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" (Rm.6.1-2).
Os israelitas saíram do Egito e foram ao deserto, rumo à terra prometida. A viagem não seria fácil. Nós também, que caminhamos para a Jerusalém celestial, não temos uma jornada suave pela frente. Contudo, estamos vivendo uma nova vida. Passamos por tribulações e lutas, mas estamos prosseguindo. A morte do Cordeiro é a nossa garantia de vida. Seu sangue foi o preço pago pela nossa redenção. Não somos mais escravos de Satanás. Somos servos de Deus e haveremos de viver para a sua glória.
Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
Postado por Assembléia de Deus 5 dejulho às 06:34 0 comentários
De Volta Graças a Deus !!!
Voltando a ativa para glória de Deus.
Entrem e fiquem a vontade para se alimentarem da poderosa palavra de Deus.
Deixem seus pedidos de oração e contiuem crendo,pois mesmo nesse periodo de afastamento não deixamos de interceder por cada um aqui.
Deus em Cristo vos abençoe sempre!
Um abraço a todos!
Postado por Assembléia de Deus 5 dejulho às 06:28 0 comentários
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Lição 09 /O PRINCÍPIO BÍBLICO DA GENEROSIDADE /Subsídios
Texto Áureo: II Co. 9.7 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 8.1-5; 9,6,7,10,11.
Objetivo: Destacar a importância da generosidade enquanto princípio que deve ser manifestado pelo cristão na graça de Deus.
INTRODUÇÃO
Após fazer as pazes com os crentes de Corinto, Paulo sente-se a vontade para tratar de um assunto espiritual: a contribuição cristã. A questão do dinheiro não é um assunto menos espiritual para o cristão. Por isso, deve ser tratado com sabedoria, principalmente com respaldo bíblico. Na aula de hoje estudaremos a respeito da iniciativa de Paulo quanto a coleta para os pobres. Em seguida, veremos que a generosidade deva ser uma prática do cristão. Ao final, apontaremos alguns princípios que orientam a coleta das ofertas na igreja.
1. A COLETA CRISTÃ PARA OS POBRES
As igrejas gentílicas, atingidas por grande privação durante o império de Cláudio (41 a 54 d. C.), carecia da assistência das igrejas. A igreja de Antioquia deu o exemplo inicial, enviando ajuda pelas mãos de Paulo e Barnabé (At. 11.27-30). Paulo deu continuidade a campanha de arrecadação na Galácia, mostrando preocupação com os pobres (Gl. 2.10). A igreja de Corinto também demonstrou interesse na participação dessa coleta (I Co. 16.1-4). O Apóstolo aproveita a solicitude dos irmãos de Corinto e os direciona para que demonstrem generosidade aos irmãos necessitados (II Co. 8.1-7). A princípio, destaca a generosidade das igrejas da Macedônica como um resultado da graça de Deus em suas vidas (Rm. 5.6-8; Fp. 2.4-11; Cl. 3.12,13; I Jo. 4.7-12). Aquela igreja, ainda que fosse pobre, superabundou em grande riqueza da sua generosidade (II Co. 8.1,2). A grandeza do ato generoso desses irmãos se revelou na disposição em contribuir para além de suas posses, voluntariamente. Eles agiram assim porque entendiam que mais bem-aventurado é dar que receber (At. 20.35). O princípio da contribuição, segundo relata Paulo em II Co. 8.5, esta na disposição de antes de entregar a oferta, entregar-se a si mesmo, assumindo a vontade de Deus. Diante da disposição generosa dos crentes, Paulo instrui Tito para que esse complete a obra da coleta que ele havia iniciado (II Co. 5.6). Como os crentes dos tempos antigos, a graça de Deus derramada em nossos corações em Cristo também deva nos constranger a exercitar a generosidade. Faz-se necessário romper com o paradigma moderno de tirar vantagem em tudo. O cristão precisa aprender a viver com desprendimento. Abençoado não é aquele que retém mais, mas o que entrega com alegria e liberalidade (II Co. 9.7).
2. A GENEROSIDADE CRISTÃ
A igreja de Corinto era imperfeita, mas Paulo não deixa de reconhecer a abundância da fé, do amor e do cuidado daqueles irmãos. Eles eram excelentes na palavra e no conhecimento (I Co. 1.4-7), mas é principalmente na fé e no amor que se destacavam (II Co. 8.7). A demonstração dessa fé e amor é revelada no interesse dos irmãos coríntios em participar da coleta em prol dos pobres da igreja. O amor genuíno não fica apenas em palavras, mas é expresso em atos (Lc. 19.1-10; I Jo. 3.16-18). A preocupação com a pobreza dos irmãos se fundamenta no fato de que Jesus também foi pobre (Lc. 2.7; Lc. 2.24; Lv. 12.6-8); Lc. 9.58). Não podemos esquecer que a pobreza de Cristo nos tornou ricos. A riqueza do cristão tem uma dimensão escatológica, pois o dinheiro, na revelação do evangelho, não deve ser entesourado e pode causar a ruína do crente (Mt. 6.19-24). Na teologia do Antigo Testamento há espaço para uma crença no acúmulo de riqueza, mas não no Novo Testamento, que motiva o ser humano à generosidade (At. 20.35). Essa é uma direção divina para o cristão que, diferentemente do Israel do Antigo Testamento, não vive pelo que ver, mas pela fé no Deus da providência, e que nos dá o pão nosso de cada de dia (II Co. 5.7; Mt. 6.11). Para que o dinheiro não se torne um Deus, é preciso agir, não depois, mas agora, contribuindo com os mais necessitados (II Co. 8.10,11). O evangelho de cristo não exige que doemos mais do que temos, e orienta para que sejamos cautelosos em relação àqueles que querem tirar proveito do evangelho, antes que contribuamos de acordo com as possibilidades (II Co. 8.12). Existem casos extremos de fé, destacados por Jesus, em relação à oferta da viúva, que deu todo seu sustento (Lc. 21.2,3), mas essa é uma atitude individual, que partiu do íntimo do coração, não foi forçada ou constrangida. A mensagem de Paulo nesse texto difere da de algumas “pregações” que visam tirar dos irmãos mais do que eles podem dar. Determinadas igrejas evangélicas incitam os crentes a dar o que não têm, mas a igreja amadurecida na palavra instrui os irmãos que contribuam com os dízimos (Mt. 23.23) e ofertas, princípio que leva em consideração a proporcionalidade (II Co. 8.13-15; I Co. 16.2).
3. INSTRUÇOES PARA A COLETA DA OFERTAS
Do mesmo modo que Deus motivou Tito para levantar as ofertas em Corinto pelos irmãos necessitados, nos dias atuais, o mesmo Senhor, através da Palavra e do Seu Espírito, direciona pessoas para se sensibilizarem com a causa dos pobres (II Co. 8.16). Essas pessoas agem com o coração voluntarioso, são desprendidas de interesses materiais, ajudam graciosamente, não porque pretendam tirar alguma vantagem, seja financeira ou eleitoreira (II Co. 8.17). Esses irmãos precisam ter o aval da igreja a fim de atuarem no ministério da coleta, a fim de que o dinheiro não seja desviado, resultando em escândalo para o evangelho. A igreja precisa ser cuidadosa quando se trata da coleta, todo esforço deva ser empreendido para dar transparência e evitar falatórios infundados (II Co. 8.18,19). Devemos lembrar que Paulo tinha opositores que queriam tirar vantagem de qualquer brecha no seu ministério para acusá-lo de ilicitude. Por esse motivo, o Apóstolo demonstra cuidado na administração da oferta a fim de evitar críticas. Ele instrui os irmãos para que ajam com honestidade, não só perante os homens, mas, principalmente, perante o Senhor (II Co. 8.20,21). A coleta não estava na direção de apenas uma pessoa, por isso Paulo envia, com Tito, dois irmãos zelosos para auxilia-lo (II Co. 8.22,23). Depois de credenciá-los e recomendá-los para a tarefa, orienta os irmãos coríntios para que demonstrem amor pelos pobres, referindo-se, certamente, à contribuição generosa que fariam perante eles (II Co. 8.24).
CONCLUSÃO
A prática da generosidade cristã deve ser cultivada na igreja cristã. Para tanto, é preciso que haja desprendimento, que a cultura mundana do acúmulo, denominada, em algumas ingrejas, de "bençãos", seja reavaliada. Alguns cristãos se acostumaram de tal modo com a riqueza, que denominam aos que nada têm de amaldiçoados. Bem-aventurados não são aqueles que têm muito, mas os que estão dispostos a doar do que têm. Para ilustrar, contramos a estória de um mendigo que passou na porta de um espírita, um católico e um evangélico. Cada um deles tinha apenas um pão: o espírita refletiu a respeito do desprendimento para o aperfeiçoamento espiritual e doou todo o pão, preferiu ficar com fome; o católico, na dúvida a respeito da salvação pela fé ou pelas obras, dividiu o pão ao meio, cada um comeu a metade; e o evangélico, pensou, bem sou salvo pela graça, por meio da fé, não das obras, resolveu comer o pão sozinho e se prontificou a orar pelo mendigo. O cristão, de fato, é salvo pela graça, por meio da fé, não das obras, mas porque é salvo, deva praticar boas obras (Ef. 2.8-10).
BIBLIOGRAFIA
KRUSE, C. II Coríntios: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
HORTON, S. I e II Coríntios. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
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A muralha de Jericó – 2
Não reconstrua o que Deus destruiu.
Israel andou com Deus, atravessando o deserto. Chegando à terra prometida, encontrou a muralha de Jericó. Aquele seria um teste importante para o novo líder Josué.
A muralha era tão larga que havia casas sobre ela, como a de Raabe, a meretriz. O que fazer diante de tão grande obstáculo? Os israelitas poderiam orar e ficar esperando que o muro caísse, mas não seria tão simples assim. A oração é importante, mas não é tudo. Deus poderia fazer todas as coisas sozinho, mas ele quer a nossa participação. A palavra de Deus nos conduz à ação, ainda que não
seja exatamente o que gostaríamos de fazer. O Senhor mandou que o povo marchasse em volta da cidade durante sete dias e que os sacerdotes tocassem as trombetas (Js.6). Foi uma ordem muito estranha. Entretanto, mesmo sem entender,era importante obedecer.
Nos primeiros dias em que o povo rodeou a cidade, nada aconteceu. Quando o tempo passa e não vemos os resultados almejados, somos atacados pelo desânimo e pela dúvida. Nossa mente começa a imaginar coisas negativas. A cada dia ia tornando-se mais difícil levantar de madrugada para mais uma caminhada.
Nossas vidas podem se encontrar nesse estado algumas vezes. Levantamos de manhã todos os dias e, em muitos deles, não conseguimos atingir nossos objetivos.Porém, não vamos desistir. Precisamos perseverar até o fim, obedecendo aoSenhor, sabendo que ele está conosco.Enquanto o tempo testava a fé de Israel, é provável que os inimigos, dentro da cidade, se sentissem melhor, e até zombassem do povo de Deus. "Lá vem aquele povo barulhento outra vez". Caminhavam, tocavam trombeta, e nada acontecia.
Em momentos assim, quando os resultados não aparecem, a liderança é questionada.possível que alguns israelitas já estivessem duvidando da capacidade de Josué e da eficácia dos seus métodos. "Moisés é que era líder de verdade", poderiam dizer.
Precisamos crer, obedecer, esperar e calar.
A cada dia, o povo tinha um novo encontro com a muralha, e ela continuava lá, firme, inabalável. Naqueles dias, crescia no coração de cada israelita a convicção de que nada poderiam fazer por si mesmos. Sua dependência de Deus ficava evidente.
Aquela caminhada diária era o teste da fé, da obediência e da perseverança.
No sétimo dia, o povo rodeou a cidade sete vezes. Na última volta, as trombetas tocaram, o povo gritou, conforme Deus havia mandado, e as muralhas vieram ao chão. Os israelitas invadiram a cidade e a destruíram completamente, poupandoapenas Raabe e os que com ela estavam.
Apresentemos ao Senhor as muralhas que estão diante de nós, interrompendo nossa jornada.
Ele haverá de nos ajudar a vencê-las, em nome de Jesus. Se temos andado com o Senhor e as muralhas ainda não caíram, não podemos desanimar. É tempo de prosseguir.
A vitória chegou e o líder Josué foi exaltado aos olhos do povo, não por seu próprio poder, mas ficou notório que ele, de fato, servia ao verdadeiro Deus(Js.6.27). Os líderes sempre precisam enfrentar grandes desafios, pois essas importantes vitórias comprovarão a autenticidade de suas vocações. Portanto, um grande problema pode ser uma grande oportunidade. Foi o que Golias representou na história de Davi.
O relato sobre a destruição de Jericó termina com uma maldição. Está escrito que maldito seria aquele que reconstruísse aquela cidade. Perderia o filho primogênito ao lançar seus fundamentos, e o mais novo quando colocasse suas portas (Js.6.26).
Lendo o Novo Testamento, encontramos relatos que citam Jericó. Portanto, lá estava ela novamente. Como pode ter ressurgido?
A história de Israel nos traz a explicação. No tempo do rei Acabe, surgiu um
homem chamado Hiel, de Betel, que tomou a iniciativa de construir Jericó,atraindo sobre si a maldição profetizada. Construiu a cidade e perdeu dois filhos: Abirão e Segube (IRs.16.34).
Ele desconhecia a profecia ou quis desafiar o Senhor? Não sabemos. O certo é que não podemos ignorar a palavra de Deus que está na bíblia. Não podemos deixar de crer nela, nem menosprezar os males acerca dos quais ela nos adverte.
Com isso, aprendemos ainda uma importante lição: não devemos reconstruir aquilo que Deus destruiu. Se ele já nos libertou de um pecado, de um relacionamento ilícito, de um vício, não podemos voltar àquele lugar para reatar os laços da iniquidade. As consequências podem ser drásticas.
Hiel entrou para a história como o construtor de Jericó, mas perdeu seus filhos. De que adianta sermos conhecidos como edificadores de uma cidade, se perdermos nossos filhos? De que adiantam grandes realizações materiais, profissionais,culturais, políticas, ou até ministeriais, se fracassarmos na edificação do nosso lar? Se formos infiéis ao Senhor, traremos consequências ruins para a nossa descendência.
Sejamos como Josué e não como Hiel. Sejamos conquistadores do que Deus prometeu, mas não desejemos aquilo que ele proibiu.
Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Lição 08 /EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO/ Subsídios
EXORTAÇÃO À SANTIFICAÇÃO
Texto Áureo: II Co. 7.1 - Leitura Bíblica em Classe: II Co. 6.14-18; 7.1,8-10.
Objetivo: Mostrar que através de uma vida de santificação o crente separa-se das paixões mundanas, dedicando-se sacrificialmente ao serviço do nosso Senhor Jesus Cristo.
INTRODUÇÃO
Na aula de hoje meditaremos a respeito da importância da santificação para a vida do crente. De acordo com o autor da Epístola ao Hebreus, é preciso buscar a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb. 12.14). Nessa mesma perspectiva, veremos, na lição, que Paulo admoesta os crentes de Corinto para que vivam em santificação. Em seguida, o Apóstolo se alegra pelas boas notícias que recebe dos crentes daquela cidade. A razão dessa alegria, conforme estudaremos ao final, é a restauração do seu relacionamento com os crentes coríntios.
1. APELO À SANTIFICAÇÃO
Paulo apela aos crentes para que vivam em santidade, e a base desse proceder é o temor ao Senhor (II Co. 7.1). Não podemos esquecer que o Senhor, o Nosso Deus, é santo e demanda, dos crentes, santificação (Lv. 11.44; 22.32). Em seguida, adverte os irmãos para que o acolham em seus corações. O Apóstolo acreditava que havia ainda alguma reticência dos coríntios em relação a ele. Em seguida justifica: a ninguém tratamos com injustiça, a ninguém corrompemos e a ninguém exploramos (II Co. 7.2). Essa mensagem serve de instrução para muitos obreiros que se aproveitam dos membros da igreja para explorá-los em benefício próprio. Nessa passagem Paulo aborda, explicitamente, a questão do dinheiro. O obreiro do Senhor não pode ser amante do dinheiro. Essa instrução está clara em II Tm. 6.3-10 e, por não atentar para ela, muitos se desviaram da verdade e trouxeram dores para si. O interesse maior de Paulo não é o dinheiro, mas o desenvolvimento espiritual dos crentes, que já estavam no coração dele, por eles o Apóstolo tanto estaria disposto a viver ou a morrer (II Co. 7.3). Com essa expressão “morrer e viver”, Paulo está revelando sua disposição de entregar a própria vida para o bem do rebanho, haja vista sua certeza da glória eterna (Rm. 8.18; II Co. 4.17). Apesar dos momentos de tribulação, principalmente das incompreensões dos coríntios, Paulo reage com alegria ao saber que os irmãos daquela cidade finalmente haviam compreendido seus propósitos (II Co. 7.4).
2. NOTÍCIAS AGRADÁVEIS DE CORINTO
A tristeza de Paulo, por causa da oposição dos crentes coríntios, começa a se dissipar. A causa dessa mudança é a carta escrita pelo Apóstolo (II Co. 7.8-13). As portas se abriram para ele. Tito, além de ter sido usado por Deus nessa empreitada, também lhe traz boas notícias. Os crentes passaram a compreendendo as motivações reais de Paulo. Ele lembra das tribulações pelas quais passou, algumas delas de dentro e outras de fora (II Co. 7.5). Isso aconteceu nos momentos que antecedaram a vinda de Tito. Instantes de muitas expectativas, em que Paulo estava na Macedônia, aguardando-o. Ele não se desesperou, pois conhecia ao Senhor, que conforta aos abatidos, e que lhe provia a graça necessária para que ele suportasse as aflições (II Co. 12.7-10). A concretização desse consolo se deu, de modo mais evidente, quando Tito chegou, para lhe trazer alívio (II Co. 7.13-16). Os crentes de Corinto haviam sido contristados por causa da carta severa de Paulo. Ele mesmo diz que não se arrepende de tê-la escrito, pois ainda que fosse uma carta “dolorosa”, possibilitou que os crentes se voltassem para Deus (II Co. 7.8,9). A tristeza segundo Deus não conduz o crente à perdição, antes ao arrependimento, e a salvação, como aconteceram com Davi (II Sm. 12.13; Sl. 51), Pedro (Mc. 1472) e o próprio Paulo (At. 9.1-22). Essa tristeza propicia o temor ao Senhor, pois faz com que o pecador veja a sua condição com vergonha e busca a imediata restauração. A palavra de Deus pode ser um remédio amargo, mas é necessário para que o crente ter a saúde espiritual restabelecida (II Co. 7.11).
3. CONSOLO E RESTAURAÇÃO
Paulo diz que não escreveu a epístola “severa” para afrontar o ofensor que estava semeando contenda a seu respeito. Com essa declaração o Apóstolo destaca que seu motivo maior não era a vingança. Apelar para que seu ofensor fosse disciplinado não era um interesse pessoal. Sua meta principal era favorecer o arrependimento, tanto do ofensor quanto da igreja de Corinto (II Co. 4.12,13). O cristão amoroso não se alegra com a queda de um irmão, sua atitude primária é buscar a restauração, ainda que ele seja a parte vitimada. Paulo tomou as medidas cabíveis para que Tito fosse até Corinto, para atuar no processo de restauração. Os crentes daquela cidade não decepcionaram o apóstolo perante Tito (II Co. 7.14). Na verdade, responderam com presteza, recebendo Tito como autoridade representativa de Paulo (II Co. 7.15). Nos dias atuais, deparamo-nos, como já nos dias de Paulo, de uma acirrada crise de autoridade. Há membros das igrejas que são bastante críticos em relação aos seus líderes. Em alguns casos, principalmente onde há excessos, tais atitudes são compreensíveis. Mas não quando esse é um obreiro dedicado ao serviço do Senhor. Quando um obreiro do Senhor, que se pauta pela Palavra de Deus, for alvo de críticas injustas, a igreja deve assumir as dores do seu pastor, e defendê-lo diante dos ofensores. A alegria de Paulo estava no consolo provido pelos irmãos de Corinto, ele sabia que podia confiar neles (II Co. 7.16).
CONCLUSÃO
A santificação deva ser o alvo primordial da vida de todo crente que serve ao Senhor. Essa mensagem, porém, é bastante impopular. Por esse motivo, os pregadores que querem mercadejar o evangelho, evitam tais temas em seus sermões. O obreiro comprometido com as verdades exaradas na Palavra de Deus não pode fazer concessões, ainda que seja mal-compreendido. Quando o pastor estiver sofrendo ameaças por defender o evangelho genuíno de Cristo, a igreja deve posicionar-se, a fim de protegê-lo das ofensas e consolá-lo para que não fique entristecido.
Pb. José Roberto A. Barbosa
Fonte:Subsídios ebd
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
A MURALHA DE JERICÓ
Vença os obstáculos pelo poder de Deus.
Depois de viajar pelo deserto durante quarenta anos, os israelitas chegaram,finalmente, diante de Canaã. Agora, era só entrar na terra e fazer o loteamento.
Certo? Errado. As coisas não eram assim tão fáceis. Havia no caminho uma imensa muralha. Muitas vezes, nos encontramos em situações semelhantes. Quando pensamos que vamos "tomar posse da bênção", surge uma imponente muralha que parece zombar
de nossas esperanças.Entretanto, não vamos desistir dos propósitos de Deus para nós. Não vamos assentar no meio da estrada. Não vamos voltar ao Egito. Essa deve ser nossa titude de fé: olhar para frente e prosseguir.
Tu do aquilo que impede a bênção, que impede o êxito, todo problema que parece insolúvel, é um tipo de muralha colocada por Satanás e permitida por Deus. Nesse contexto, Satanás tem o desejo de nos fazer fracassar. Entretanto, utilizando-se da mesma situação, Deus espera que saiamos vitoriosos, experientes e fortalecidos.
Diante do obstáculo, muitas pessoas tentam vencer através de meios humanos.Imagine, se Josué resolvesse pular o muro ou cavar um túnel... Provavelmente,sua história não estaria na Bíblia e precisaríamos de outro assunto para esta mensagem. Porém, o líder de Israel escolheu os meios divinos, mesmo sendo incompreensíveis e desprovidos de lógica. A mente humana nos aconselha a dar um
"jeitinho", buscando uma solução mundana ou ilícita para o problema. Deus,porém, muda as situações pelas vias da integridade e da justiça.Para que o Senhor possa agir, alguns requisitos são necessários:
1 – A ARCA – O povo precisava ter a arca indo à frente. A arca era um móvel de madeira de cetim coberta de ouro que representava a presença de Deus e sua aliança com Israel. Se queremos vencer as barreiras, precisamos ter compromisso com Deus e uma comunhão real com ele.
2 – RODEAR A CIDADE - O povo precisava andar em volta da muralha. Aqui está a questão da obediência e da ação. Se você está consciente de que Deus lhe deu uma ordem, obedeça. Esta é a sua parte. Se você não sabe o que fazer diante do problema, ore, consulte a Bíblia, consulte a liderança da igreja e parta para a ação. Jesus disse: "Eu sou o caminho" (João 14.6). Logo, precisamos andar.
Cristianismo não é estacionamento.
3 – TEMPO – Israel deveria andar em torno de Jericó durante 7 dias. Aqui está o teste da perseverança e da paciência. Você deve obedecer hoje e continuar obedecendo amanhã, mesmo que os obstáculos pareçam mais firmes do que antes.Você deve ser mais firme do que a muralha. Sua fé deve ser mais resistente.
Depois de rodear a cidade no primeiro dia, não houve nenhum resultado. Talvez tenha sido difícil para alguns israelitas levantarem de suas camas no segundo e no terceiro dia e nos dias seguintes, sabendo que nada aconteceu na véspera.
Você já experimentou esse desânimo? Não se deixe vencer por ele. Continue obedecendo ao Senhor.
No sétimo dia, a muralha caiu. Não podemos fazer uma regra para Deus e dizer que ele sempre vai agir depois de 7 dias ou depois de 7 orações, etc. Ele pode agir no primeiro dia, ou no sétimo, ou no vigésimo-primeiro, como aconteceu com Daniel (cap.10), ou em outro dia qualquer. O que concluímos é que Deus tem um tempo certo para tudo, apesar de que, em alguns casos, nós é que retardamos as bênçãos devido à nossa incredulidade, passividade e desobediência.
Depois que Israel fez tudo o que Deus ordenou, a muralha ruiu e o povo pôde conquistar a cidade. Que Deus nos abençoe e nos ajude a conquistar todos os nossos direitos espirituais em Cristo.
Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
Postado por Assembléia de Deus 5 dejulho às 10:10 0 comentários






