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quarta-feira, 17 de junho de 2009

As tentações de Cristo - 6

Jesus passou por diferentes tentações e foi vitorioso. As que nos sobrevêm também são variadas. Elas mudam de pessoa para pessoa. Alguns são tentados pelo dinheiro, outros pelo sexo ilícito. As tentações mudam também de acordo com fatores diversos, tais como a posição social, a condição financeira ou mesmo a faixa etária. O que representa estímulo para o jovem, pode não atrair o idoso (II Tm.2.22). A tentação do solteiro é diferente daquela que o casado enfrenta. Em momentos diferentes da vida, passamos por testes distintos.

Podemos comparar essa variedade aos diferentes lugares onde Jesus foi tentado: no deserto, no templo e no monte. Cada local nos traz uma série de reflexões:

Tentação no deserto - nas necessidades - questões íntimas e pessoais - envolve o que sentimos.

Essa parte nos lembra a história de Israel. Aquele povo, quando saiu do Egito, foi para o deserto. Ali passou por várias tentações e cometeu muitos pecados. Jesus foi colocado em lugar semelhante para vencer onde Israel fracassou. As duas histórias se tocam porque, em Mateus 4.4, é citado o texto de Deuteronômio 8.3, que se refere aos israelitas. No deserto, muitos morreram por causa da tentação do alimento (Num.11.31-35). Eles tiveram dificuldade para compreender que "nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus". Jesus venceu naquele lugar árido, ficando apenas 40 dias onde Israel permaneceu por 40 anos.

Cristo esteve sozinho no deserto, até que chegasse o tentador. Deserto é lugar de solidão, desconforto, privação, dificuldade e sofrimento. Tudo isso pode ser propício à tentação. Naquele local, torna-se difícil até o suprimento do desejo mais simples e da necessidade mais básica. Cada um de nós tem o seu deserto para atravessar.

Quando algo nos falta, a tentação surge. Isto é ainda mais forte quando se trata de alguma coisa que já tivemos, já experimentamos, mas perdemos. Foi o caso dos israelitas, quando se lembraram das comidas egípcias (Num.11.4-5). A perda, mesmo que seja de algo legítimo e bom, abre espaço para as tentações (Jó 1).

Deserto é lugar de tribulações e cada uma delas tem uma tentação implícita. Isto fica claro na carta à igreja de Esmirna (Ap.2.10) e na história de Jó. Cada ataque satânico sobre a sua vida tinha o propósito de levá-lo à dúvida, à incredulidade, à murmuração e à blasfêmia. Quando se diz que "em tudo isso Jó não pecou" (1.22), fica evidente a tentação oculta e a conseqüente decepção do Diabo.

No deserto, no encontro consigo mesmo, ocorrem as tentações íntimas, os pecados secretos e as crises de identidade. Jesus não entrou nesse processo pecaminoso, mas esta foi a tentativa de Satanás ao dizer: "Se tu és filho de Deus..." A identidade de Cristo estava sendo questionada.

Tentação no templo - a religiosidade - nas relações com Deus - envolve o que cremos.

O Diabo conduziu Jesus ao pináculo do templo, em Jerusalém, de onde sugeriu que ele se atirasse para que os anjos o amparassem. Por mais incrível que pareça, Satanás pode conduzir alguém a um templo, ao lugar sagrado, não para adorar a Deus, mas para provocá-lo ou tentar usá-lo. São as tentações do contexto religioso, envolvendo falsas interpretações bíblicas, heresias, religiosidade destituída de santidade e atos de presunção que se parecem com atos de fé. É o caso daqueles que buscam a Deus apenas por motivos pessoais, materialistas, egoístas, e não para fazerem a vontade do Senhor, ou ainda dos que se valem da crença para o engano e a exploração do seu semelhante.

A proposta de se lançar e ser amparado pelos anjos é muito sutil porque parece incentivar uma experiência sobrenatural com Deus. Contudo, como observou o Pr. Caio, seria algo comandado pelo homem e não pelo Senhor. Satanás tenta conduzir as pessoas a uma espiritualidade invertida, onde o ser humano toma o lugar de Deus. Esta é uma categoria de tentação que envolve principalmente aqueles que adoram o verdadeiro Deus ou dizem adorá-lo. O Diabo não estava se referindo a um falso deus, mas ao verdadeiro (Mt.4.5). Desse modo, sua astúcia se torna perigosamente eficiente, pois muitos se mostram receptivos quando o assunto se refere ao verdadeiro Deus e quando a bíblia é citada. Entretanto, temos ali o exemplo de uma verdade nos lábios do inimigo, sendo deturpada para fins malignos.

Jesus não se deixou enganar, mas quantos são iludidos desse modo! Satanás citou a palavra de Deus, que se encontra no Salmo 91.11, assim como usou a palavra do Senhor na tentação do Éden: "Foi assim que Deus disse"?

O texto bíblico foi usado pelo Diabo para um propósito totalmente contrário àquele que se encontra no livro de Salmos. Os anjos de Deus são enviados para o livramento dos servos do Senhor, mas não quando eles mesmos se atiram de um edifício. Isto seria suicídio.

A forma como Satanás usa e interpreta as Escrituras dá a entender que Deus estaria a serviço do homem, sendo obrigado a agir quando este determinasse. Eu pulo e Deus é obrigado a enviar os seus anjos ao meu socorro? É uma forma absurda de usar a bíblia, embora não seja difícil encontrar pessoas que a utilizem assim, como se pudessem determinar o que Deus deve fazer.

Jesus foi conduzido ao pináculo do templo. Esta é a tentação dos lugares altos, das altas posições religiosas. A religiosidade não impede nem restringe as investidas malignas. Pelo contrário, elas adquirem um disfarce de espiritualidade e acabam causando grandes danos.

Enquanto que, na primeira tentação, Jesus venceu citando a palavra de Deus contra a palavra do Diabo. Agora ele precisou citar a palavra de Deus contra uma interpretação errada dessa mesma palavra. Tentações do segundo tipo exigem um preparo maior que a primeira, mais conhecimento e sabedoria.

Ao dizer "Lança-te daqui abaixo", o inimigo desejava assistir a queda de Cristo, assim como ele mesmo havia caído do céu. Contudo, seus planos foram frustrados. Quando ele nos tenta, seu desejo é que sigamos pelo caminho de desgraça que ele mesmo trilhou.

Tentação no monte - poder humano e vanglória - nas relações com o próximo - envolve o que vemos.

Novamente, o inimigo levou Jesus aos lugares altos. As posições elevadas são favoráveis às tentações. Os reinos do mundo mostram o poder humano sobre o seu semelhante. A busca por tais posições de autoridade e/ou fama pode desviar da rota aqueles que deviam buscar o reino de Deus e a sua justiça. Jesus estava sendo tentado a mudar seu plano de vida, deixando de caminhar em direção à cruz, passando a buscar a glória humana pelas mãos do Diabo.

Aquela foi uma proposta de suborno e corrupção. É a típica tentação que ameaça o político, o líder, o governante, ou aquele que almeja tais condições. Muitos se vendem para lá chegar, sacrificando valores morais e abrindo mão da vocação espiritual. São atraídos pelos reinos deste mundo.

Não significa que a vida pública seja abominável. A abominação está na negociação com Satanás para se alcançar o poder e a riqueza.

No caso de Jesus, nada disso lhe interessava. Sua missão era estabelecer o reino dos céus, conforme se vê no tema de sua pregação naquele mesmo capítulo (Mt.4.17).

Nas primeiras tentações, era preciso imaginar o resultado e o benefício prometido. Na tentação do monte, bastava olhar a pompa dos reinos. A visão exerce forte influência sobre as decisões humanas. O inimigo explora bastante esse sentido físico. Jesus recusou tudo aquilo que ele via para alcançar o reino dos céus, cuja plenitude ainda era invisível e futura. A fé prevaleceu.

Cristo recusou a oferta do maligno. Todavia, alguns anos mais tarde, com o seu sangue derramado na cruz, ele conquistou todo o poder e autoridade nos céus e na terra (Mt.28.18). Entretanto, precisou esperar o tempo certo e a maneira correta.

Nos últimos dias, essa conquista se tornará visível, pois Jesus reinará sobre a terra durante mil anos (Ap.20.1-6), regendo todas as nações com cetro de ferro, pois ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores (Ap.19.15-16; 12.5; Salmo 2).

Então, o sétimo anjo tocará a sua trombeta, e vozes no céu proclamarão:

"Os reinos do mundo se tornaram de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Ap.11.15).


Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.
Professor do Steb - Seminário Teológico Evangélico do Brasil

2 Comments:

Alfredo Marins said...

Há um selo no meu blog para você.

Irmã Leda Campos said...

A paz do Senhor! Muito boa essa mensagem, verdadeiramente nós cristãos passamos por muitas e diferentes tentações, más o Senhor está pronto para nos ajudar basta querermos ser ajudados por Ele. Como está escrito em I CO c. 10 v. 13 " Não veio sobre vós tentação,se não humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar". Então o que queremos mais se temos um Deus que esta sempre pronto para nos livrar do mal, basta estarmos vigiando sempre.

 
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